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    B Platin: tudo sobre este fármaco!

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    B Platin é um medicamento usado para tratar estados avançados de alguns tipos de câncer. O Princípio ativo deste medicamento é a Carboplatina.

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      R$ 3,76
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    O que é

    É usada para tratar estados avançados do carcinoma de ovário de origem epitelial (incluindo tratamentos de segunda linha e paliativo em pacientes que já tenham recebido medicamentos contendo cisplatina). Está também indicado no tratamento do carcinoma de pequenas células de pulmão, nos carcinomas espinocelulares de cabeça e pescoço e nos carcinomas de cérvice uterina.

    A carboplatina, princípio ativo deste medicamento, faz parte da segunda geração de derivados da cisplatina que mostram atividade antineoplásica (inibem o crescimento e disseminação do tumor) contra uma série de malignidades.A carboplatina se liga ao DNA alterando sua configuração e inibindo sua síntese, desta forma impedindo o tumor de proliferar.

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    Composição

    Cada frasco-ampola de solução injetável contém:

    50mg, 150 mg ou 450 mg de carboplatina.

    Excipiente: componente não ativo: água para injetáveis. Pode ser utilizado ácido clorídrico e/ou hidróxido de sódio durante a fabricação para ajuste de pH.


    Cada frasco-ampola de pó liófilo contém:

    150 mg de carboplatina.

    Excipiente: componente não ativo: manitol.


    Apresentação:

    Solução injetável contendo 50 mg de carboplatina em 5 mL

    Embalagem contendo 01 frasco ampola de 5 mL.


    Solução injetável contendo 150 mg de carboplatina em 15 mL

    Embalagem contendo 01 frasco ampola de 15 mL.


    Solução injetável contendo 450 mg de carboplatina em 45 mL

    Embalagem contendo 01 frasco ampola de 45 mL.


    Pó liófilo injetável. Embalagem contendo 01 frasco-ampola de 150 mg.


    Interações medicamentosas

    O fármaco em destaque é, na maioria das vezes, utilizado em combinação com fármacos antineoplásicos (quimioterápicos) que possuem efeitos citotóxicos similares. Nessas circunstâncias, é provável a ocorrência de toxicidade auditiva.

    Sempre informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.


    Nomes comerciais

    Este medicamento pode ser encontrado sob a forma genérica ou através dos nomes comerciais a seguir:

    • Evocarb;

    • Fauldcarbo;

    • Platamine CS;

    • Tecnocarb;

    • Tevacarbo;

    • Vancel;

    • Kemocarb;

    • Citoplatina.


    Formas de tomar

    Preparo e Administração:

    Este é um medicamento de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados, portanto deve ser preparado e administrado exclusivamente por profissionais treinados em ambiente hospitalar ou ambulatorial.

    Posologia:

    Pode ser administrado tanto como agente único ou em combinação com outros medicamentos antineoplásicos. B-Platin deve ser utilizado apenas por via intravenosa e deve ser administrado por infusão IV por um período de no mínimo 15 minutos.

    B Platin é um medicamento de uso restrito a hospitais. O esquema posológico e o plano de tratamento deverão ser determinados exclusivamente pelo médico responsável de acordo com o tipo de neoplasia e a resposta ao tratamento. Para maiores informações sobre a posologia do medicamento, consulte o seu médico ou a bula específica para o profissional de saúde.


    Precauções

    O que devo saber antes de utilizar este medicamento?

    Este fármaco deve apenas ser administrado sob constante supervisão de médicos experientes em terapia citotóxica. Monitoração cuidadosa da toxicidade é mandatória, particularmente no caso de administração de altas doses.

    A carboplatina é um fármaco altamente tóxico, com estreito índice terapêutico (quantidade de medicamento necessária para que se tenha efeito desejado) e é improvável que ocorra efeito terapêutico sem alguma evidência de toxicidade.

    Função da Medula Óssea:

    O fármaco em destaque age na medula óssea suprimindo a produção das células do sangue (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas). Esta supressão depende da dose. Por este motivo exames de sangue (hemograma) devem ser realizados em intervalos frequentes (por exemplo, semanalmente) em pacientes que estão recebendo carboplatina. Pacientes com insuficiência renal, em uso de outros medicamentos que também suprimem a medula ou em radioterapia tem maior risco de toxicidade grave. A dose para estes pacientes deve ser ajustada. O tratamento da toxicidade pela carboplatina pode requerer uso de antibióticos, transfusões de sangue e derivados, entre outros. Anemia hemolítica (anemia por quebra das hemácias) foi relatada em pacientes tratados com B Platin. Este evento pode ser fatal.

    Foram reportados casos de doença veno-oclusiva hepática (obstrução da veia do fígado). Alguns deles foram fatais.

    A síndrome hemolítica-urêmica (síndrome caracterizada por insuficiência renal aguda, anemia aguda e diminuição das plaquetas) é um efeito colateral potencialmente fatal. B Platin deve ser descontinuado no primeiro sinal de qualquer evidência de anemia hemolítica microangiopática. A falha renal pode não ser reversível com a interrupção da terapia e pode ser necessária diálise.

    A leucemia promielocítica aguda (APL) e síndrome mielodisplásica (MDS) / leucemia mieloide aguda (AML) foram relatadas anos após a terapia com o medicamento em destaque e outros tratamentos antineoplásicos.

    Sistema Nervoso Central / Funções Auditivas:

    Devem ser realizadas regularmente avaliações do sistema nervoso antes e após o tratamento, particularmente em pacientes previamente tratados com cisplatina (um quimioterápico) e em pacientes com mais de 65 anos de idade. A carboplatina pode causar toxicidade auditiva cumulativa. Audiogramas (exame de avaliação da capacidade auditiva) devem ser realizados antes do início da terapia e durante o tratamento ou quando houver sintomas auditivos. A perda auditiva importante pode requerer modificações da dose ou descontinuação da terapia.

    Efeitos gastrintestinais:

    A carboplatina pode induzir vômitos. A incidência e gravidade dos vômitos pode ser reduzida pelo prétratamento com antieméticos (remédios que impedem o vômito) ou através da administração da carboplatina em infusão intravenosa (na veia) por 24 horas, ou como administração intravenosa (na veia) em doses fracionadas em 5 dias consecutivos ao invés de uma infusão única.

    Síndrome da Lise Tumoral (SLT):

    Os pacientes com alto risco de SLT, tais como pacientes com alta taxa de proliferação, alta carga de tumor e alta sensibilidade a agentes citotóxicos, devem ser monitorados de perto e tomadas as precauções apropriadas.

    Reações de hipersensibilidade:

    Assim como com outros compostos contendo complexos de platina, reações alérgicas à carboplatina foram relatadas. Os pacientes devem ser monitorados quanto a possíveis reações alérgicas anafilactoides (reação semelhante à anafilaxia), e equipamento e medicações apropriados devem estar prontamente disponíveis para tratar tais reações sempre que administrado.

    Efeitos Imunossupressores / Aumento da suscetibilidade a infecções:

    Administração de vacinas vivas ou vivas-atenuadas em pacientes imunocomprometidos (com defesas diminuídas) por agentes quimioterápicos incluindo carboplatina pode resultar em infecções sérias ou fatais. Vacinação com vacinas atenuadas deve ser evitada em pacientes recebendo B Platin. Vacinas mortas ou inativas podem ser administradas, entretanto, a resposta a estas vacinas pode ser diminuída.

    Lactação:

    Não está claramente estabelecido se a carboplatina ou seus metabólitos contendo platina são excretados no leite materno. No entanto, devido ao risco potencial de reações adversas sérias em lactentes caso o fármaco passe para o leite, a amamentação deve ser descontinuada durante a terapia.


    Efeitos colaterais

    o B Platin pode causar alguns efeitos colaterais, os mais comuns são:

    • Supressão da medula óssea (diminuição da função da medula óssea);

    • Leucopenia (redução de células de defesa no sangue);

    • Neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue - neutrófilos);

    • Anemia (diminuição da quantidade de células vermelhas do sangue - hemácias);

    • Febre;

    • Infecções;

    • Hemorragia (perda excessiva de sangue);

    • Hipocalemia (potássio sanguíneo baixo);

    • Hipocalcemia (cálcio sanguíneo baixo);

    • Hiponatremia (redução da concentração de sódio no sangue);

    • Hipomagnesia (redução da concentração de magnésio no sangue).

    • Neuropatias periféricas (disfunção dos neurônios que pode levar a perda sensorial (diminuição da sensibilidade);

    • Atrofia (diminuição);

    • Fraqueza muscular;

    • Decréscimos nos reflexos profundos;

    • Perda visual transitória (alteração reversível que pode ser completa para luz e cores);

    • Tinido (zumbido no ouvido);

    • Perda auditiva;

    • Insuficiência cardíaca congestiva (incapacidade do coração bombear a quantidade adequada de sangue);

    • Doença arterial coronariana isquêmica (por exemplo: infarto do miocárdio, parada cardíaca, angina e isquemia do miocárdio).

    • Eventos cerebrovasculares (nos vasos do cérebro).

    • Náuseas (enjoo);

    • Vômitos;

    • Mucosite (úlceras na mucosa, dor órgãos do aparelho digestivo);

    • Diarreia;

    • Constipação (prisão de ventre);

    • Dor abdominal;

    • Distúrbios hepatobiliares

    • Reações alérgicas;

    • Hipotensão (pressão baixa);

    • Broncoespasmos (chiado no peito);

    • Mialgia (dor muscular);

    • Artralgia (dor nas articulações);

    • Astenia (fraqueza), sintomas semelhantes à gripe e reações no local da injeção.

    Consulte um médico se algum destes sintomas for grave e/ou não desaparecer.


    Gravidez

    A carboplatina pode causar danos ao feto quando administrado a mulheres grávidas, por isto, este medicamento deve ser utilizado em mulheres grávidas apenas em situações de risco de morte ou diante da impossibilidade de uso de medicamentos seguros ou quando outros medicamentos são ineficazes. Caso seja utilizado durante a gravidez, ou se a paciente engravidar durante o tratamento, a paciente deverá ser alertada sobre os riscos potenciais para o feto.


    Contraindicações

    O uso deste medicamento é contraindicado a pacientes com insuficiência renal grave (perda da função dos rins), mielodepressão grave (diminuição da função da medula óssea) e/ou na presença de sangramento volumoso. Está também contraindicada a pacientes com hipersensibilidade (reação alérgica) à carboplatina ou a outros compostos contendo platina (por exemplo, cisplatina).