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    O que é a Esclerose Múltipla?

    O que é a Esclerose Múltipla?

    A Esclerose Múltipla (EM) pode causar diversos sinais e sintomas, constituindo muitas vezes, um grande desafio o seu reconhecimento. Isso ocorre tanto para a própria pessoa, que os está apresentando – por serem brandos e não valorizados, como os quadros de alterações na sensibilidade – quanto para o médico, que deve realizar uma suspeita correta e encaminhamento apropriado.

    Você sabia? Acredita-se que a cannabis possa intervir nos espasmos causados pela EM, pelo mesmo motivo que ela tem ajudado a tratar a epilepsia: seu efeito neuroprotetor!

    O THC se liga aos receptores canabinóides que o ser humano possui em seu organismo, impedindo que as células reajam em demasia entre si. Isso resulta em um efeito benéfico para as células afetadas pela EM, já que a capa de mielina não está lá para ajudar na proteção do neurônio.

    O que é?

    A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central (que compreende o cérebro e medula espinhal) provocando portanto, lesões cerebrais e medulares.

    O revestimento dos neurônios – denominado de Mielina – sofre o ataque por células do sistema imunológico, resultando na interrupção do fluxo normal dos impulsos elétricos ao longo das fibras nervosas.

    Este dano pode ocorrer em diferentes locais, fazendo com que os sintomas variem de pessoa para pessoa. As áreas da Mielina que sofrem inflamação são referidas como “lesões” ou “placas”.

    Sintomas:

    Desequilíbrio: o cérebro pode não ser capaz de compensar adequadamente o dano, gerando dificuldade em caminhar, por falta de equilíbrio.

    Outras estruturas além do cerebelo podem justificar alterações no equilíbrio. O termo médico para a perda de coordenação chama-se ataxia;

    Alterações na bexiga e intestino: Na EM, as mensagens entre o cérebro e bexiga ou o intestino podem tornar-se diminuídas.

    Uma interrupção das mensagens entre o cérebro e a bexiga / intestino pode resultar tanto em não se sentir a necessidade de ir ao banheiro, ou sentimentos de extrema urgência ou frequência;

    Tremor: É um movimento involuntário, rítmico, alternado, que em geral acomete os membros superiores, inferiores e a cabeça. Essa condição pode ser desenvolvida em pessoas com EM;

    Espasmos: Contrações involuntárias súbitas de um músculo ou um grupo muscular resultante de nervos danificados.

    Alterações de fala: Em geral ocorrem mais tardiamente no curso da doença, sendo a fala arrastada o problema mais comum. A voz pode tornar-se mais fraca, especialmente no final do dia

    Quando o entendimento está intacto mas a pessoa tem dificuldade em articular as palavras, denomina-se de disartria.

    Problemas Visuais: Alguns indivíduos podem apresentar perda temporária da visão, dor com os movimentos dos olhos ou pontos cegos;

    Alterações Cognitivas e de sensibilidade;

    Dores: classificada como dor neuropática quando é decorrente do próprio nervo, ou como dor nociceptiva, quando ela é de origem músculo-esquelética. Em relação à duração pode ser aguda ou crônica;

    Sintomas sexuais como secura vaginal; problemas de ereção; menor sensibilidade ao toque; diminuição da libido; e problemas para atingir o orgasmo;

    Fraqueza muscular;

    Fadiga;

    Intolerância ao calor;

    Causas:

    As causas exatas da esclerose múltipla não são conhecidas, mas há dados interessantes que sugerem que os seguintes fatores podem desempenhar um papel no desenvolvimento da doença:

    Genética e ambiente - Alguns cientistas teorizam que a EM se desenvolve em pessoas que nascem com uma predisposição genética que, ao ser exposta a algum agente ambiental, desencadeia uma resposta auto-imune exagerada, dando origem à doença.

    Tipos:

    Remitente-recorrente

    É a manifestação clínica mais comum, caracterizada por surtos que duram dias ou semanas e, em seguida, desaparecem.

    Progressivo-primária

    Apresenta uma progressão de sintomas e comprometimentos (sequelas) desde o seu aparecimento.

    Progressivo-secundária

    Pacientes que evoluíram da forma remitente-recorrente e vão piorando lenta e progressivamente.

    Progressivo-recorrente

    Do tipo progressiva com surtos. Desde o início da doença, mostra a progressão clara das incapacidades geradas a cada crise.

    Dicas:

    Visto que, esta é uma doença sem cura, aqui estão algumas dicas para amenizar os sintomas:

    - As fibras presentes em cereais integrais e leguminosas ajudam a fazer a digestão;

    - Dietas de baixo teor de gorduras saturadas (presente em produtos de origem animal) e ricas em ômega 3 podem retardar a evolução da doença (baseado em estudos realizados);

    - Evite ingerir alimentos duros, pois são difíceis de digerir e podem provocar engasgos;

    - Refeições pastosas ou líquidas (purês e/ou sopas) são as mais recomendadas;

    Tratamentos:

    Terapias psicológicas e atividades físicas auxiliam no tratamento da doença, entretanto, nada substitui uma consulta ao médico, que indicará o melhor tratamento.

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    Remédios Indicados:

    Ocrevus: Indicado para o tratamento de pacientes com formas recorrentes de esclerose múltipla (EMR) e de pacientes com esclerose múltipla primária progressiva (EMPP).

    • Vertix

      Vertix

      2 apresentações
      R$ 7,82
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    Fingolimode: Utilizado para prevenir episódios de sintomas e retardar o agravamento da incapacidade com formas recorrentes-remitentes (evolução da doença em que os sintomas aumentam de tempos a tempos) da esclerose múltipla.

    Mitoxantrona: A Mitoxantrona é um antineoplásico indicado para casos de Leucemia eritroide aguda; leucemia mielocítica aguda; leucemia monocítica aguda; e leucemia promielocítica aguda.

    Teriflunomida: É o metabolito ativo da leflunomida, indicado para tratamento de esclerose múltipla.

    Natalizumab: Este é um anticorpo monoclonal humanizado contra a molécula de adesão celular A4-integrina. Seu uso é indicado para o tratamento da esclerose múltipla e doença de Crohn. É comercializado pela Biogen e Élan como Tysabri, e foi anteriormente denominado Antegren.

    Alemtuzumab: É um fármaco utilizado no tratamento de leucemia linfocítica crônica, linfoma cutâneo de células T e linfoma de células T, sob os nomes comerciais Campath, MabCampath e Campath-1H, e no tratamento da esclerose múltipla como Lemtrada.

    Interferon beta: O interferon beta-1a é uma citocina da família do interferon usada no tratamento da esclerose múltipla.