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Botulift

Bula do Botulift

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BULA COMPLETA DO BOTULIFT PARA O PACIENTE

(toxina botulínica A)

Laboratório Químico farmacêutico Bergamo Ltda.

Pó Liofilizado

100 U

1

toxina botulínica A

APRESENTAÇÕES

Pó liofilizado 100 U em embalagens com 1 frasco-ampola.

USO INTRAMUSCULAR

USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 2 ANOS

COMPOSIÇÃO

Cada frasco-ampola contém:

toxina botulínica A............................................................................................................................... 100 U*

excipientes: albumina humana sérica, cloreto de sódio e água para injetáveis...................................... q.s.

*Uma Unidade (U) de BOTULIFT corresponde à dose letal intraperitonial média (DL50) calculada em ratos.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Este medicamento é destinado ao tratamento do blefaroespasmo (contração espasmódica do músculo orbicular

das pálpebras, que se manifesta por contínuo piscar dos olhos), do espasmo hemifacial (contração involuntária

e repetitiva dos músculos de uma das faces do rosto), da deformidade do pé equino devido à contratura

muscular em pacientes pediátricos com paralisia cerebral (distúrbio caracterizado pelo aumento da rigidez

muscular) e para melhorar as linhas faciais hipercinéticas (rugas de expressão).

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

A toxina botulínica A é produzida a partir da bactéria Clostridium botulinum. Essa bactéria é o agente

patológico que causa o botulismo pela liberação de uma toxina para o sistema nervoso conhecida como toxina

botulínica, prejudicial ao ser humano. O complexo é preparado a partir de uma cultura de Clostridium

botulinum tipo A cepa Hall.

Em geral, o efeito inicial da injeção é observado em três dias e alcança o pico em uma a duas semanas após o

tratamento.

Para o tratamento da contratura muscular em pacientes pediátricos (2-10 anos de idade) com paralisia cerebral

espera-se que a melhora clínica ocorra dentro de quatro semanas após a administração.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Este medicamento é contraindicado quando:

- O paciente possuir hipersensibilidade (alergia) conhecida a qualquer componente da fórmula de BOTULIFT;

- O paciente possuir doenças que afetam a junção entre os nervos e os músculos (por exemplo, miastenia

gravis, Síndrome de Lambert-Eaton ou esclerose lateral amiotrófica), pois essas doenças podem ser pioradas

pelo efeito relaxante muscular promovido pela toxina botulínica.

- O paciente for uma mulher grávida, mulheres que possam engravidar ou mães que estejam amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação sem orientação médica.

Informe ao seu médico se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.

Este medicamento é contraindicado para menores de 2 anos.

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4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Advertências

Uma vez que o princípio ativo deste medicamento é uma toxina com efeito sobre o sistema nervoso produzida

pela Clostridium botulinum tipo A, a dose e frequência recomendadas de administração devem ser observadas

com entendimento total das precauções no uso. O médico administrador da toxina deve conhecer a musculatura

relevante e/ou anatomia orbital da área envolvida e qualquer alteração ocorrida na anatomia devido a cirurgias

anteriores. O conhecimento sobre técnicas eletromiográficas padrão também é necessário para administração

de BOTULIFT. A dose recomendada e a frequência de administração de BOTULIFT devem ser respeitadas.

Alastramento do efeito da toxina - Em alguns casos, o efeito da toxina botulínica pode ser observado além da

área da injeção local. Os sintomas podem incluir cansaço, fraqueza muscular generalizada, visão dupla,

pálpebra caída, dificuldade para engolir, alteração na voz, dificuldade de articular as palavras, perda de urina e

dificuldades de respiração. Dificuldades para engolir e respirar podem ser fatais, e houve relatos de morte

ligada ao alastramento dos efeitos da toxina. O risco de sintomas provavelmente é maior em crianças tratadas

para contratura muscular, mas também podem ocorrer sintomas em adultos tratados para contratura muscular e

outras condições. Foram relatados sintomas com o alastramento do efeito de toxina em doses comparáveis ou

menores às doses usadas para tratar contraturas nos músculos do pescoço.

Reações de hipersensibilidade - Reações graves de hipersensibilidade (alergias) e/ou imediatas foram

raramente relatadas com a administração de toxinas botulínicas. Essas reações incluem anafilaxia (reação

alérgica de forte intensidade), urticária (vergões vermelhos na pele), inchaço na pele e falta de ar. Um caso

fatal de choque anafilático (conjunto de manifestações agudas que surgem alguns minutos após introdução no

organismo de uma substância estranha) foi relatado em um caso no qual lidocaína foi usada como diluente e

consequentemente o agente responsável não foi adequadamente determinado. Caso ocorra qualquer reação

após a injeção, a aplicação do medicamento deve ser interrompida e terapia médica apropriada deve ser

imediatamente instituída.

Doenças neuromusculares pré-existentes - Indivíduos com algumas doenças neurológicas (por exemplo,

esclerose lateral amiotrófica ou neuropatia motora) ou doenças da junção entre os nervos e os músculos (por

exemplo, miastenia gravis ou síndrome de Lambert-Eaton) podem ter risco aumentado de efeitos sistêmicos

clinicamente significativos, incluindo dificuldade para engolir grave e comprometimento respiratório com

doses usuais de toxina botulínica injetável. A literatura médica relata casos raros da administração de toxina

botulínica em pacientes com doenças neuromusculares conhecidas ou não reconhecidas, em que os pacientes

demonstraram extrema sensibilidade aos efeitos sistêmicos de doses clínicas usuais. Em alguns desses casos, a

dificuldade para engolir durou vários meses e a colocação de sonda para alimentação gástrica foi necessária.

Existem também poucos relatos de eventos adversos com outras toxinas botulínicas envolvendo o sistema

cardiovascular, incluindo arritmia e infarto do miocárdio, com algumas ocorrências fatais. Alguns desses

pacientes possuíam fatores de risco, tais como doenças cardiovasculares.

Exposição e ulceração da córnea em paciente tratado com produtos de toxina botulínica para

blefaroespasmo - A redução no número de piscadas dos olhos em decorrência da aplicação da toxina

botulínica no músculo da pálpebra pode resultar em exposição da córnea, defeito da córnea persistente e

ulceração da córnea, especialmente em pacientes com doenças no VII par craniano. Um caso de perfuração da

córnea em olho sem cristalino que necessitou de enxerto da córnea ocorreu em decorrência deste efeito. Exame

cuidadoso da sensibilidade da córnea em olhos previamente operados, afastando a aplicação na pálpebra

inferior para evitar afastamento das margens das pálpebras e tratamento eficaz de qualquer lesão na córnea

podem ser empregados. Isto pode requerer tratamento com colírio protetor, unguento, lentes de contato

gelatinosas terapêuticas ou fechamento por adesivos ou outras maneiras.

Falta de permutabilidade entre produtos de toxina botulínica - As unidades de potência da atividade

biológica de BOTULIFT não podem ser comparadas a ou convertidas em unidades de nenhum outro produto

de toxina botulínica avaliado por qualquer outro método específico de análise.

Injeções em ou próximas a estruturas anatômicas vulneráveis - Deve-se tomar cuidado quando forem

administradas injeções em ou próximas a estruturas anatômicas vulneráveis. Eventos adversos sérios, incluindo

resultados fatais, foram relatados em pacientes que receberam outros produtos de toxina botulínica injetados

diretamente nas glândulas salivares, região da boca, língua e faringe, esôfago e estômago. Alguns pacientes

apresentavam dificuldade para engolir pré-existente ou fraqueza significativa (a segurança e a eficácia não

foram estabelecidas para indicações pertinentes a esses locais de injeção). Pneumotórax (entrada de ar entre as

membranas que recobrem os pulmões) associado ao procedimento de injeção foi relatado após a administração

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de outro produto de toxina botulínica perto do tórax. Recomenda-se cuidado quando forem administradas

injeções próximas aos pulmões, em especial perto dos ápices.

Precauções

BOTULIFT deve ser administrado com cuidado quando:

- O paciente estiver em tratamento com outro relaxante muscular (por exemplo, cloridrato de tubocurarina,

dantroleno sódico, entre outros), pois o relaxamento muscular pode ser potencializado ou o risco de dificuldade

de deglutição pode ser aumentado.

- O paciente estiver em tratamento com medicamentos com atividade relaxante muscular, por exemplo,

cloridrato de espectinomicina, antibióticos aminoglicosídeos (sulfato de gentamicina, sulfato de neomicina,

entre outros), antibióticos polipeptídicos (sulfato de polimixina B, entre outros), antibióticos tetraciclinas,

antibióticos lincomicinas (lincosamidas), relaxantes musculares (baclofeno, entre outros), agentes

anticolinérgicos (butilbrometo de escopolamina, cloridrato de triexifenidil, entre outros), benzodiazepínicos e

produtos similares (diazepam, etizolam, entre outros) e medicamentos benzamidas (cloridrato de tiaprida,

sulpirida, entre outros), pois o relaxamento muscular pode ser potencializado e o risco de dificuldade de

deglutição pode ser aumentado.

Este medicamento contém albumina, um derivado do sangue humano. Quando um produto derivado de sangue

ou soro humano é administrado a humanos, o potencial de doenças infecciosas por agentes transmissíveis não

pode ser completamente excluído. O produto pode conter agentes que causam doenças ainda desconhecidos.

Com o objetivo de diminuir os riscos de infecção por agentes transmissíveis, são adotados cuidados especiais

para controle dos doadores e dos locais de doação, do processo de fabricação e do processo de

inativação/remoção viral.

Uso em Pacientes Idosos - Cuidados especiais devem ser observados em pacientes idosos.

Uso Pediátrico - BOTULIFT é indicado para pacientes pediátricos com paralisia cerebral e a posologia deve

ser ajustada conforme o peso corporal (vide item 6. Como devo usar este medicamento?). Não foram

observados eventos adversos graves relacionados ao tratamento no estudo clínico realizado com crianças entre

2 e 10 anos de idade durante um período de 24 semanas. A segurança e eficácia em crianças abaixo de 2 anos

de idade não foram estabelecidas.

Uso durante a Gravidez e Lactação - Estudos para verificar a segurança em mulheres grávidas ou que

estejam amamentando não foram realizados com BOTULIFT.

BOTULIFT é contraindicado durante a gravidez e lactação.

Não é conhecido se a toxina botulínica é excretada no leite materno. Como muitos medicamentos são

excretados no leite materno, cuidado deve ser tomado quando BOTULIFT é administrado a mulheres que

estejam amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação sem orientação médica.

Informe ao seu médico se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.

Efeito sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas - Devido à natureza da doença tratada, os efeitos de

BOTULIFT na habilidade de dirigir ou operar máquinas não podem ser avaliados.

Interações medicamentosas - O efeito da toxina botulínica pode ser aumentado por antibióticos

aminoglicosídeos ou outros medicamentos que interferem na transmissão entre os nervos e os músculos, por

exemplo, relaxante muscular tipo tubocurarina. O uso concomitante de BOTULIFT com aminoglicosídeos ou

espectinomicina é contraindicado.

Polimixinas, tetraciclinas e lincomicina podem ser usadas com cuidado em pacientes tratados com BOTULIFT.

O efeito de administrações de neurotoxinas botulínicas de diferentes tipos simultaneamente ou em meses

alternados é desconhecido. Fraqueza muscular excessiva pode ser determinada pela administração de outra

toxina botulínica antes do término dos efeitos de uma toxina botulínica previamente administrada.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

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5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Conservar o produto sob refrigeração (entre 2ºC e 8ºC). Proteger da luz. Evitar agitação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após preparo (reconstituição), manter sob refrigeração (entre 2ºC e 8ºC) por até 7 dias.

BOTULIFT se apresenta como um pó liófilo branco, em um frasco-ampola incolor e transparente. Após

reconstituição, o produto apresenta-se como uma solução límpida e livre de material particulado. Não congelar

ou agitar vigorosamente a solução reconstituída.

Evitar agitação vigorosa ou excessiva.

Como o produto não contém conservante, cada frasco-ampola de BOTULIFT deve ser usado em um único

paciente.

Os medicamentos de uso injetável devem ser inspecionados visualmente para material particulado e alteração

na cor antes da administração. O produto não deve ser utilizado caso haja material particulado ou alteração na

cor.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe

alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Técnica de diluição

BOTULIFT deve ser administrado por via intramuscular após ser diluído em solução de cloreto de sódio 0,9%.

Tabela de diluição

Diluente adicionado

(cloreto de sódio injetável 0,9%)

Dose resultante (U/0,1 mL)

Botulift 100 U

0,5 mL ---

1,0 mL 10,0 U

2,0 mL 5,0 U

4,0 mL 2,5 U

8,0 mL 1,25 U

Nota: as diluições foram calculadas para um volume de aplicação de 0,1 mL. Uma diminuição ou aumento na

dose também é possível pela administração de maior ou menor volume de injeção - de 0,05 mL (diminuição de

50% da dose) para 0,15 mL (aumento de 50% da dose).

Retirar a quantidade apropriada de diluente em seringa adequada. Uma vez que a toxina botulínica pode perder

sua atividade com a formação de bolhas ou agitação vigorosa, o diluente deve ser injetado suavemente dentro

do frasco-ampola. Descartar o frasco-ampola caso o vácuo não puxe o diluente para dentro. Registrar a data e o

tempo de reconstituição no rótulo.

Posologia e Modo de usar

Blefaroespasmo - BOTULIFT reconstituído (vide tabela de diluição) deve ser aplicado por injeção

intramuscular usando agulha estéril de 27-30 G. Em caso de administração em local não indicado, pode ocorrer

paralisia do músculo que recebeu a injeção. Porém, os sintomas não são aparentes imediatamente após a

injeção. É necessária supervisão médica dependendo da dose e do músculo que recebeu a aplicação. A dose

inicial recomendada é 1,25-2,5 U (0,05 mL a 0,1 mL de volume em cada local). Em geral, o efeito inicial da

injeção é observado em três dias e alcança o pico em uma a duas semanas após o tratamento. Cada tratamento

dura aproximadamente três meses, em seguida o tratamento pode ser repetido. Em sessões repetidas de

tratamento, a dose pode ser aumentada em até duas vezes caso a resposta ao tratamento inicial seja considerada

insuficiente, normalmente definida como um efeito que não dura mais que dois meses. Contudo, deve

apresentar um pequeno benefício alcançável com a aplicação de mais de 5,0 U por local. Pode ocorrer alguma

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tolerância quando BOTULIFT é usado no tratamento do blefaroespasmo em frequência maior que a cada três

meses, e raramente possui efeito permanente.

A dose acumulativa de BOTULIFT em um período de 30 dias não deve exceder 200 U.

Espasmo hemifacial- BOTULIFT reconstituído (vide tabela de diluição) deve ser aplicado por injeção

intramuscular usando agulha de 24-30 G em músculos superficiais, e uma agulha mais longa pode ser usada

para musculatura mais profunda. A dose utilizada deve ser de 2,5 U por local de aplicação, porém a dose pode

ser aumentada ou diminuída de acordo com a gravidade dos sintomas. A quantidade a ser administrada pode

variar de acordo com as características dos sintomas de cada paciente.

Contraturas musculares relacionadas à paralisia cerebral (pediátrica) - BOTULIFT reconstituído (vide

tabela de diluição) deve ser aplicado por injeção intramuscular usando agulha estéril de 26-30 G em cada uma

das extremidades medial e lateral do músculo gastrocnêmio. No estudo clínico, foi administrada uma dose total

de 4 U/kg de peso corporal no músculo afetado em pacientes com paralisia de um dos lados do corpo. Em

pacientes com paralisia de ambos os lados do corpo, foi utilizada uma dose total de 6 U/kg de peso corporal

dividida entre as pernas. No entanto, a dose total máxima não deve exceder 200 U por paciente.

Após a administração, o paciente deve ser monitorado por pelo menos 30 minutos para qualquer reação

adversa aguda. Espera-se que a melhora clínica ocorra dentro de quatro semanas após a injeção. A

administração pode ser repetida em aproximadamente três meses, quando o efeito da injeção anterior diminuir.

Linhas faciais hipercinéticas - Botulift (toxina botulínica A) deve ser reconstituído em solução de cloreto de

sódio 0,9% (vide tabela de diluição) e administrado utilizando agulha estéril de 30 G por injeção intramuscular.

A dose e o número de pontos de injeção devem ser adaptados às necessidades do paciente, baseados em suas

características e localização dos músculos a serem tratados.

BOTULIFT deve ser injetado cuidadosamente de modo que não atinja os vasos sanguíneos.

De modo geral não são recomendados intervalos menores que três meses entre as aplicações. A duração do

efeito é de aproximadamente três a quatro meses na maioria dos pacientes, mas já foram relatados efeitos de

até seis meses em alguns pacientes.

A injeção frequente de BOTULIFT não foi clinicamente avaliada quanto à segurança e eficácia, não sendo

recomendada. Em geral, a primeira injeção de BOTULIFT induz efeitos após um a dois dias, e sua intensidade

aumenta durante a primeira semana.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Caso você perca uma dose de BOTULIFT, entre em contato com seu médico assim que possível, pois ele irá

determinar quando você deverá tomar sua próxima dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Geral

Houve raros relatos espontâneos de morte, às vezes associados à dificuldade para engolir, pneumonia e/ou

outra fraqueza significativa ou choque anafilático (reação alérgica grave), após tratamento com toxina

botulínica.

Também houve raros relatos de eventos adversos envolvendo o sistema cardiovascular, incluindo arritmias e

infarto do miocárdio, alguns com resultados fatais. Não foi estabelecida a relação exata desses eventos com a

injeção de toxina botulínica.

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Os seguintes eventos foram relatados com outros produtos de toxina botulínica, e uma relação causal com a

toxina botulínica injetada é desconhecida: erupções na pele, coceira e reação alérgica. Em geral, eventos

adversos ocorrem na primeira semana após injeção do medicamento e, embora geralmente transitórios, podem

ter duração de vários meses.

Dor local, sensibilidade e/ou hematoma, tração, inchaço, sensação de calor ou contração exagerada do músculo

no local de injeção ou músculos adjacentes podem estar associados à injeção. Fraqueza local do(s) músculo(s)

injetado(s) representa a ação farmacológica esperada da toxina botulínica. Entretanto, fraqueza de músculos

adjacentes também pode ocorrer devido ao alastramento da toxina. Quando injetado em pacientes com

blefaroespasmo ou contraturas musculares no pescoço, alguns músculos distantes do local da injeção podem

sofrer alterações.

No tratamento de blefaroespasmo foram observadas as seguintes reações adversas:

Em um estudo em pacientes com blefaroespasmo que receberam uma dose média por olho de 33 U (injetados

em 3 ou 5 locais) de outras injeções de toxina botulínica, as reações adversas mais frequentemente relatadas

relacionadas ao tratamento foram pálpebra caída (20,8%), lesão da córnea superficial (6,3%) e ressecamento

ocular (6,3%). Todos esses eventos foram de intensidade leve a moderada, com exceção de um caso de

pálpebra caída que foi classificado como grave. Outros eventos relatados em estudos clínicos anteriores com

injeções de toxina botulínica em ordem decrescente de incidência incluem: sensação de corpo estranho,

irritação, lacrimejamento, fechamento incompleto da pálpebra, sensibilidade exagerada à luz, pálpebra virada

para fora, lesão da córnea, visão dupla e pálpebra virada para dentro, vermelhidão da pele e inchaço local da

pele da pálpebra durando vários dias após a injeção. Em dois casos de transtorno do VII par craniano (um caso

de um olho sem cristalino), redução no número de piscadas resultante de outras injeções de toxina botulínica

do músculo da órbita levou à séria exposição e ulceração da córnea. Ocorreu perfuração no olho sem cristalino,

que exigiu enxerto de córnea.

No tratamento de espasmo hemifacial foram observadas as seguintes reações adversas:

Reação comum (> 1/100 e < 1/10): ressecamento ocular (2/85, 2,35%), fechamento incompleto da pálpebra

(1/85, 1,18%) e inchaço facial (1/85, 1,18%).

No tratamento da contratura muscular em crianças com paralisia cerebral foram observadas as

seguintes reações adversas:

A segurança do BOTULIFT para o tratamento da deformidade do pé equino decorrente de contratura muscular

em pacientes pediátricos com paralisia cerebral foi avaliada em um estudo clínico conduzido na Coreia. Nesse

estudo clínico, 60 pacientes que receberam injeção de BOTULIFT apresentaram reações adversas comuns

(>1%), como nasofaringite (5%), infecção do trato respiratório superior (1,67%), aumento da temperatura

(3,3%), alteração da marcha (1,67%), dor na extremidade (1,67%), entupimento do canal lacrimal (1,67%),

transtornos nos músculos (1,67%), convulsão febril (1,67%), constipação (1,67%) e fratura de membro inferior

(1,67%). Além disso, as reações adversas comuns (> 1%) apresentadas por 59 pacientes que receberam injeção

do medicamento controle nos estudos clínicos comparativos foram as seguintes: nasofaringite (5,08%),

infecção pela bactéria haemophilus (1,69%), pneumonia (1,69%), aumento da temperatura (5,08%), fraqueza

(1,69%), contratura articular (1,69%), fraqueza muscular (1,69%), comprimento desigual dos membros

(1,69%), conjuntivite (1,69%), dor de cabeça (1,69%) e anemia (1,69%). Essas reações adversas podem ter

ocorrido dependendo das características do paciente. Na literatura sobre outros produtos de toxina botulínica,

reações adversas semelhantes relacionadas ao uso de toxina botulínica são mencionadas, como infecção

respiratória, bronquite, nasofaringite, asma, fraqueza muscular, dificuldade de controlar a urina, queda,

convulsão, aumento da temperatura, dor e outros.

No tratamento da melhora das linhas faciais hipercinéticas foram observadas as seguintes reações

adversas:

Em estudo multicêntrico, duplo-cego, controlado por braço ativo, paralelo do mesmo protocolo, foram

avaliadas a eficácia e a segurança de pacientes na faixa etária de 18 a 65 anos de idade com rugas na testa (n =

313, grupo de tratamento com BOTULIFT 156 pacientes, grupo placebo com Botox®

157 pacientes). Eventos

adversos foram relatados por 26,92% do grupo de tratamento e por 22,29% do grupo de controle. Os eventos

adversos mais frequentemente relatados associados ao tratamento foram queda da pálpebra em 3,21% do grupo

de tratamento (5/156) e 1,91% do grupo de controle (3/157). Os oito casos de pálpebra caída relatados nos dois

grupos foram todos temporários e leves. A seguir estão listados os eventos adversos relatados por mais de 1%

do grupo de tratamento com BOTULIFT na ordem da maior para a menor frequência de incidência:

nasofaringite (4,49%), pálpebra caída (3,21%), dor de cabeça (1,92%), aumento da glicose sanguínea (1,28%)

e entorse articular (1,28%), presença de glóbulos brancos na urina (1,28%) e doença palpebral (1,28%). A

maioria dos eventos adversos relatados foi de intensidade leve à moderada e temporário.

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Experiência Pós-Comercialização

Foram realizados estudos de fase IV e de vigilância pós-comercialização na Coreia em 641 pacientes com

blefaroespasmo essencial benigno durante seis anos. A frequência de reações adversas foi de 12,5% (80/541,

116 casos), nos quais 7,8% (50/641, 57 casos) casos não puderam ser excluídos quanto à relação causal com o

medicamento, e pálpebra caída foi relatada em 3,9% (25 casos, 25 de 641 pacientes). Outros eventos adversos

relacionados ao tratamento relatados por < 1% foram os seguintes: inchaço facial (6 casos), anormalidade

ocular (4 casos), vermelhidão (3 casos), coceira, formigamento, atraso do fechamento da pálpebra ao olhar para

baixo, secreção lacrimal anormal, comprometimento do nervo ocular (2 casos), úlcera de córnea, visão dupla,

arritmia, inchaço ao redor dos olhos, paralisia do nervo oculomotor, dor de cabeça, paralisia, tontura e presença

de sangue sob a pele (1 caso). Eventos adversos sérios foram relatados em 3 de 641 pacientes (0,5%, 5 casos):

estreitamento do canal espinhal (2 casos), dor nos membros inferiores (1 caso), infarto do miocárdio (1 caso) e

arritmia (1 caso).

Foram relatadas reações adversas inesperadas ao medicamento em 11 dos 641 pacientes (1,7%), mas não

houve evento adverso sério inesperado entre elas. As reações adversas inesperadas e não-sérias ao

medicamento foram relatadas como se segue: inchaço facial (6 casos), anormalidade ocular (2 casos), dor de

cabeça, formigamento, tontura (1 caso). No estudo de Vigilância Pós-Comercialização realizado na Coreia em

210 pacientes com deformidade do pé equino devido à paralisia cerebral, a frequência de eventos adversos foi

de 21,4% (45/210, 84 casos). Entre eles, a frequência de reação adversa ao medicamento que não pôde ser

excluída quanto à relação causal foi de 1,4% (3/210 pacientes, 3 casos), e a frequência de inflamação no local

de injeção foi de 1% (2/210 pacientes, 2 casos). Outra reação adversa ao medicamento, dor muscular, foi

relatada < 1%. A taxa de evento adverso sério foi relatada como 1,4% (3/210 pacientes, 3 casos) por 2 casos de

pneumonia e 1 caso de infecção do trato urinário. Entretanto, não houve relato de evento adverso sério

inesperado.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo

uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento - SAC Bergamo

0800-0113653.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE

MEDICAMENTO?

Sinais e sintomas de superdose não surgem imediatamente após a injeção. Caso aplicação acidental ou ingestão

ocorram, o paciente deve ser medicado e observado por até várias semanas para sinais e sintomas de fraqueza

muscular sistêmica ou paralisia muscular. Uma antitoxina deve estar disponível no momento exato do

conhecimento da superdose ou aplicação acidental. A antitoxina não reverterá qualquer fraqueza muscular

induzida pela toxina botulínica que já tenha se manifestado até o momento da aplicação da antitoxina.

Se a musculatura da orofaringe e do esôfago for afetada, pode ocorrer aspiração, o que pode levar ao

desenvolvimento de pneumonia por aspiração. Se os músculos respiratórios ficarem paralisados ou ficarem

suficientemente fracos, podem ser necessárias intubação e respiração com ajuda de aparelhos até que ocorra a

recuperação. O cuidado de suporte pode envolver a necessidade de traqueostomia (orifício aberto na traqueia)

e/ou respiração com ajuda de aparelhos, além de outros cuidados de suporte gerais.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a

embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais

orientações.

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