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Byetta

Bula do Byetta

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Laboratório

Lilly

Apresentação de Byetta

Byetta (exenatida) é apresentado na forma farmacêutica de solução injetável isotônica, preservada e estéril, contendo 250 mcg de exenatida sintética por mL. Byetta é apresentado nas seguintes embalagens: Embalagem contendo 1 caneta injetora com cartucho de vidro de 1,2 mL de exenatida (60 doses), sendo cada dose equivalente a 5 mcg de exenatida. Embalagem contendo 1 caneta injetora com cartucho de vidro de 2,4 mL de exenatida (60 doses), sendo cada dose equivalente a 10 mcg de exenatida.

Byetta - Indicações

Byetta é indicado como terapia adjuvante para a melhora do controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2A que estejam tomando metformina ou uma sulfonilureia ou uma combinação de metformina e sulfonilureia, mas que não tenham ainda atingido um controle glicêmico adequado. Byetta é indicado como terapia adjuvante para a melhora do controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2 e IMC > 25 kg/m2 que estejam tomando uma tiazolidinediona, ou uma combinação de tiazolidinediona e metformina, mas que não tenham ainda atingido um controle glicêmico adequado. Byetta é indicado para a melhora do controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2 e IMC > 25 kg/m2 em combinação com uma insulina basal/longa duração com ou sem metformina e/ou uma tiazolidinediona.

Contra-indicações de Byetta

Byetta é contraindicado para uso por pacientes com hipersensibilidade conhecida à exenatida ou a qualquer um dos seus componentes.

Advertências

Byetta não é um substituto da insulina. Byetta não deve ser usado em pacientes com diabetes tipo 1 ou para o tratamento de cetoacidose diabética. Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Dados de um número limitado de gestações expostas não indicam efeitos adversos de Byetta na gravidez, na saúde do feto ou de crianças recém-nascidas. Até o momento, nenhuma outra informação epidemiológica relevante está disponível. Altas doses de Byetta administradas durante o meio da gestação causaram efeitos esqueléticos e reduziram o crescimento fetal em camundongos e em coelhos. O crescimento neonatal foi reduzido em camundongos expostos a altas doses durante o final da gestação e lactação. Deve-se ter cautela ao se prescrever Byetta a gestantes. Byetta deve ser usado durante a gravidez somente se o benefício potencial para a mãe justificar o risco potencial para o feto. Lactantes: É desconhecido se a exenatida é excretada no leite humano. Em camundongos lactantes que receberam altas doses de exenatida, baixas concentrações dessa última foram detectadas no leite. Dessa forma, Byetta deve ser administrado em mulheres em período de amamentação somente se o benefício potencial para a mãe justificar o risco potencial para a criança. Uso Pediátrico: A eficácia e segurança de Byetta não foram estudadas em pacientes menores de 18 anos. Uso Geriátrico: Byetta foi estudado em 282 pacientes com 65 anos de idade ou mais e em 16 pacientes com 75 anos de idade ou mais. Nenhuma diferença na segurança ou eficácia foi observada entre esses pacientes e aqueles mais jovens. Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática: Devido à exenatida ser depurada principalmente pelo rim, não se espera que a disfunção hepática afete as concentrações sanguíneas de exenatida. (vide 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS - Farmacocinética em Populações Especiais). Uso em Pacientes com Insuficiência Renal: Byetta não é recomendado para ser utilizado em pacientes com doença renal em fase terminal ou insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30 mL/min), e deve ser utilizado com cautela em pacientes transplantados (vide 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS - Farmacocinética em Populações Especiais). Devido ao fato de que Byetta pode induzir náusea e vômitos com hipovolemia transitória, o tratamento pode piorar a função renal. Em pacientes com doença renal em fase terminal recebendo diálise, doses únicas de Byetta 5 mcg não foram bem toleradas devido a efeitos colaterais gastrointestinais. Deve-se ter cautela no início do tratamento com Byetta ou quando a dose for aumentada de 5 mcg para 10 mcg em pacientes com insuficiência renal moderada (clearance de creatinina de 30 a 50 mL/min). Uso em Pacientes com Doença Gastrintestinal: Byetta não foi estudado em pacientes com doença gastrintestinal grave, incluindo gastroparesia. Seu uso está comumente associado a eventos adversos gastrointestinais, incluindo náusea, vômito e diarreia. Portanto, o uso de Byetta não é recomendado em pacientes com doença gastrintestinal grave. Hipoglicemia: Quando Byetta foi usado em combinação com uma sulfonilureia , a incidência de hipoglicemia foi aumentada além daquela do placebo em combinação com uma sulfonilureia. Portanto, pacientes recebendo Byetta em combinação com uma sulfonilureia podem ter um risco aumentado de hipoglicemia (vide 9. REAÇÕES ADVERSAS). Para reduzir o risco de hipoglicemia associada ao uso de uma sulfonilureia, pode ser considerada uma redução na dose da sulfonilureia (vide 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR). No entanto, quando Byetta foi usado em combinação com metformina, nenhum aumento na incidência de hipoglicemia foi observado além daquele do placebo em combinação com metformina. Quando Byetta foi usado em combinação com uma tiazolidinediona, a incidência de hipoglicemia foi similar à do grupo placebo em combinação com uma tiazolidinediona. Byetta não alterou as respostas hormonais contra-reguladoras para a hipoglicemia induzidas por insulina em um estudo clínico controlado, duplo-cego, randomizado em indivíduos sadios. Distúrbio Renal: Eventos raros de função renal alterada foram espontaneamente relatados, incluindo aumento da creatinina sérica, disfunção renal, piora das insuficiências renais crônica e aguda, necessitando, às vezes, de hemodiálise. Alguns desses eventos ocorreram em pacientes recebendo um ou mais agentes farmacológicos conhecidos por afetarem as condições de função/hidratação renais e/ou em pacientes que apresentaram eventos que podem afetar a hidratação, incluindo náuseas, vômitos e/ou diarreia. Agentes concomitantes incluíram agentes inibidores da enzima conversora de angiotensina, drogas anti-inflamatórias não esteroidais e diuréticos. A reversibilidade da função renal alterada foi observada com o tratamento de suporte e descontinuação de agentes potencialmente causais, incluindo exenatida. Nos estudos pré-clínicos e clínicos, Byetta não foi considerado como um agente diretamente nefrotóxico (ver REAÇÕES ADVERSAS). Pancreatite: Eventos raros de pancreatite aguda foram espontaneamente relatados em pacientes tratados com Byetta. Pacientes devem ser informados dos sintomas característicos de pancreatite aguda como dor abdominal grave e persistente e, se houver suspeita de pancreatite, Byetta deve ser descontinuado. A resolução da pancreatite foi observada com o tratamento de suporte, no entanto, casos muito raros de pancreatite hemorrágica ou necrotizante e/ou morte foram relatados. A re-instituição do tratamento com Byetta não é recomendada se pancreatite for confirmada. Perda de Peso: Uma perda de peso rápida em uma proporção maior que 1,5 kg por semana foi relatada em pacientes tratados com Byetta. Uma perda de peso desta magnitude pode ser prejudicial. Efeitos sobre a Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas: Quando Byetta for utilizado em combinação com uma sulfonilureia ou com uma insulina basal/longa duração, os pacientes devem ser aconselhados a terem cuidado para evitar a hipoglicemia enquanto estiverem dirigindo carros ou operando máquinas perigosas. Varfarina: Desde que Byetta foi introduzido no mercado, houve alguns relatos espontâneos de casos de aumento do INR (International Normalized Ratio), com o uso concomitante de varfarina e Byetta, algumas vezes associadas com sangramento (vide 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS e 9. REAÇÕES ADVERSAS). Carcinogênese, Mutagênese e Danos à Fertilidade: Dados pré-clínicos revelam nenhum risco para humanos com base nos estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida ou genotoxicidade. Em ratas recebendo injeções subcutâneas de exenatida uma vez ao dia por 2 anos, foi observada uma incidência aumentada de adenomas benignos de célula C de tireoide em doses mais altas, 250 mcg/kg/dia, uma dose que produziu uma exposição plasmática à exenatida 130 vezes a exposição clínica humana. Esta incidência não foi estatisticamente significante quando ajustada para a sobrevida. Não houve resposta tumorigênica em ratos ou em camundongos de ambos os sexos. Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos diretos com relação à fertilidade ou à gestação. Nos estudos toxicológicos de reprodução, altas doses de exenatida causaram efeitos esqueléticos e reduziram o crescimento fetal e neonatal. Imunogenicidade: Consistente com as propriedades potencialmente imunogênicas das proteínas e peptídeos farmacêuticos, os pacientes podem desenvolver anticorpos anti-exenatida após o tratamento com Byetta. Na maioria dos pacientes que desenvolveram anticorpos, as concentrações de anticorpos diminuíram com o passar do tempo. Nos estudos placebo- controlados, 38% dos pacientes tiveram baixas concentrações de anticorpos anti-exenatida nas 30 semanas. Para este grupo, o nível de controle glicêmico (HbA1c) foi em geral comparável àquele observado naqueles sem concentrações de anticorpos. Além disso, 6% dos pacientes tiveram concentrações de anticorpos mais altas nas 30 semanas. Em cerca da metade desses 6% (3% do total de pacientes que receberam Byetta nos estudos controlados), a resposta glicêmica para Byetta pareceu atenuada; o restante teve uma resposta glicêmica consistente com aquela dos pacientes sem anticorpos.

Interações medicamentosas de Byetta

O efeito de Byetta de lentificar o esvaziamento gástrico pode reduzir a extensão e a taxa de absorção de drogas administradas oralmente. Byetta deve ser usado com cautela em pacientes recebendo medicamentos orais que requeiram absorção gastrintestinal rápida. Para medicamentos orais que sejam dependentes de concentrações limiares para eficácia, como os antibióticos, os pacientes devem ser advertidos a tomarem esses medicamentos no mínimo uma hora antes da injeção de Byetta. Se tais medicamentos têm que ser administrados com alimento, os pacientes devem ser aconselhados a tomá-los com uma refeição ou um lanche quando Byetta não for administrado. O uso concomitante de Byetta com derivados da D-fenilalanina (meglitinidas), inibidores da alfa-glucosidase, amilinomiméticos ou inibidores da dipeptidil peptidase-4 não foi estudado. Digoxina: A coadministração de doses repetidas de Byetta (10 mcg, duas vezes ao dia) 30 minutos antes da administração oral de digoxina (0,25 mg todos os dias) diminuiu o Cmáx da digoxina em 17% e atrasou o Tmáx por aproximadamente 2,5 h. Entretanto, a exposição farmacocinética geral em estado de equilíbrio (AUC) não foi alterada. Lovastatina: A AUC e Cmáx da lovastatina foram diminuídas em aproximadamente 40% e 28%, respectivamente, e o Tmáx atrasou cerca de 4 h quando Byetta (10 mcg, duas vezes ao dia) foi administrado concomitantemente com uma única dose de lovastatina (40 mg), comparado com a lovastatina administrada isoladamente. Nos estudos clínicos placebo-controlados de 30 semanas, o uso concomitante de Byetta e inibidores da HMG CoA redutase não foi associado a alterações consistentes nos perfis lipídicos. Varfarina: Em um estudo clínico-farmacológico em voluntários sadios, foi observado um atraso no Tmáx da varfarina de aproximadamente 2 horas quando a varfarina foi administrada 35 minutos após Byetta. Nenhum efeito clinicamente significante foi observado no Cmáx ou AUC. Lisinopril: Em pacientes com hipertensão leve a moderada estabilizada com lisinopril (5 a 20 mg/dia), Byetta (10 mcg duas vezes ao dia) não alterou o Cmáx em estado de equilíbrio ou a AUC de lisinopril. O Tmáx em estado de equilíbrio de lisinopril atrasou por 2 h. Não houve alterações na pressão sanguínea média sistólica e diastólica em 24h. Paracetamol: Quando 1000 mg de paracetamol foi administrado com 10 mcg de Byetta (0 h) e 1 h, 2 h e 4 h após a injeção de Byetta, as AUCs do paracetamol foram diminuídas em 21%, 23%, 24% e 14%, respectivamente; o Cmáx foi diminuído em 37%, 56%, 54% e 41%, respectivamente; o Tmáx foi aumentado de 0,6 h, no período de controle, para 0,9 h, 4,2 h, 3,3 h e 1,6 h, respectivamente. A AUC, Cmáx e Tmáx do paracetamol não foram significativamente alterados quando este último foi administrado 1 h antes da injeção de Byetta. Contraceptivos Orais: O efeito da administração de dose única ou múltiplas doses de Byetta (10 mcg, duas vezes ao dia) com um contraceptivo oral combinado (etinilestradiol 35 mcg e levonorgestrel 150 mcg) foi estudado em mulheres saudáveis. Doses diárias repetidas do contraceptivo oral dado 30 minutos após a administração de Byetta diminuiu a Cmáx do etinilestradiol e levonorgestrel em 45% e 27%, respectivamente, e atrasou o Tmáx do etinilestradiol e levonorgestrel em 3 h e 3,5 h, respectivamente, quando comparado à administração do contraceptivo oral sozinho. A administração de doses diárias repetidas do contraceptivo oral uma hora antes da administração de Byetta diminuiu a Cmáx média do etinilestradiol em 15%, mas a Cmáxmédia do levonorgestrel não foi significativamente alterada, quando comparado à administração do contraceptivo oral sozinho. Byetta não alterou as concentrações mínimas médias do levonorgestrel após dose diária repetida do contraceptivo oral em ambos os modelos de administração. Entretanto, a concentração mínima média do etinilestradiol aumentou em 20% quando o contraceptivo oral foi administrado 30 minutos após a administração de Byetta, quando comparado à administração do contraceptivo oral sozinho. O efeito de Byetta na farmacocinética do contraceptivo oral é confundido com um possível efeito da alimentação no contraceptivo oral. Portanto, contraceptivos orais devem ser tomados no mínimo uma hora antes da injeção de Byetta. Devido à ausência de estudos de compatibilidade, Byetta não deve ser misturado a outros produtos medicinais.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Byetta

Uso com uma sulfonilureia, metformina ou ambas: Os seguintes eventos adversos foram observados a partir de estudos clínicos placebo-controlados de 30 semanas (n= 963): Reação muito comum (> 1/10): diarreia, náusea, vômito e hipoglicemia associada ao uso de uma sulfonilureia ou ao uso de metformina com uma sulfonilureia. Reação comum (> 1/100 e < 1/10): dispepsia, doença de refluxo gastroesofágico, astenia (mais frequentemente relatado como fraqueza), nervosismo, diminuição do apetite, tontura, cefaleia e hiperidrose. A incidência de hipoglicemia nos pacientes tratados com Byetta em combinação com uma sulfonilureia, com ou sem metformina, foi bem mais elevada que no grupo que recebeu placebo em combinação com a sulfonilureia, com ou sem metformina, e pareceu ser dependente das doses de ambos Byetta e sulfonilureia. A maioria dos episódios de hipoglicemia foi de intensidade leve a moderada e todos resolvidos com a administração oral de carboidrato. Para reduzir o risco de hipoglicemia associada com o uso de uma sulfonilureia, uma redução na dose dessa última pode ser considerada. Ao contrário do que foi relatado anteriormente, quando Byetta foi utilizado em combinação com metformina, não foi observado nenhum aumento significativo na incidência de hipoglicemia comparado ao grupo tratado com placebo em combinação com metformina. A reação adversa mais frequentemente relatada foi náusea leve a moderada e ocorreu de um modo dependente de dose. Com a terapia continuada, a frequência e a gravidade diminuíram com o passar do tempo na maioria dos pacientes que apresentaram náusea inicialmente. Nos estudos clínicos controlados de 30 semanas, a incidência de descontinuação da droga devido a eventos adversos foi de 7% para os pacientes tratados com Byetta e 3% para os pacientes tratados com placebo. Os eventos adversos mais comuns, conduzindo à descontinuação da droga, para os pacientes tratados com Byetta, foram náusea (3% dos pacientes) e vômito (1%). Para os pacientes tratados com placebo, menos de1% descontinuou a droga devido à náusea e 0% devido ao vômito. Os pacientes em um estudo aberto de extensão de 52 semanas apresentaram tipos semelhantes de eventos adversos observados nos estudos clínicos controlados de 30 semanas. Uso com uma Tiazolidinediona: Os seguintes eventos adversos foram observados a partir de estudos clínicos placebo-controlados de 16 semanas (n = 121): Reação muito comum (> 1/10): náusea e vômito. Reação comum (> 1/100 e < 1/10): diarreia, dispepsia, doença de refluxo gastroesofágico e diminuição do apetite. Não se observou diferenças clinicamente relevantes na incidência ou gravidade de hipoglicemia com Byetta em combinação com tiazolidinediona, com ou sem metformina, comparado ao grupo placebo, com ou sem metformina. Hipoglicemia foi relatada em 11% e 7% dos pacientes tratados com Byetta e placebo, respectivamente. Todos os relatos de hipoglicemia foram de intensidade leve a moderada. A incidência e os tipos de outros efeitos adversos observados foram similares àqueles relatados nos estudos clínicos controlados de 30 semanas com sulfonilureia, metformina ou ambas. Uso com Insulina: Os seguintes eventos adversos foram observados a partir de estudos clínicos placebo-controlados de 30 semanas (n=137) Reação muito comum (> 1/10): diarreia, náusea, vômito e cefaleia. Reação comum (> 1/100 e < 1/10): dispepsia, doença de refluxo gastroesofágico, astenia e diminuição do apetite. Quando Byetta foi iniciado em combinação com uma insulina basal/longa duração, a dose desta insulina foi reduzida em 20% em pacientes com uma HbA1c ≤ 8,0% conforme o desenho do protocolo a fim de minimizar o risco de hipoglicemia. Não se observou diferenças clinicamente significantes na incidência de episódios de hipoglicemia em Byetta comparado ao grupo placebo. A incidência e tipos de outros eventos adversos observados foram similares aos vistos nos estudos clínicos de exenatida em monoterapia, com metformina e/ou sulfonilureia ou uma tiazolidinediona, com ou sem metformina. Relatos Espontâneos: Desde a introdução de Byetta no mercado, as seguintes reações adversas foram relatadas: Reação comum (> 1/100 e < 1/10): distúrbios gerais e condições do local de administração - reações no local da aplicação. Reação incomum (> 1/1.000 e < 1/100): desconforto gastrintestinal - distensão abdominal, dor abdominal, eructação, constipação, flatulência. Distúrbios do sistema nervoso - disgeusia. Reação rara (> 1/10.000 e < 1/1.000): desconforto gastrintestinal - pancreatite aguda (vide 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES). Distúrbios nutricionais e metabólicos - desidratação, geralmente associada à náusea, vômitos e/ou diarreia, perda de peso (vide 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES). Distúrbios do sistema nervoso - sonolência. Distúrbios da pele e tecido subcutâneo - prurido e/ou urticária generalizada, erupção cutânea macular ou papular, angiodema e alopecia. Distúrbios urinário e renal - função renal alterada, incluindo insuficiência renal aguda, piora da insuficiência renal crônica, disfunção renal e elevação da creatinina sérica (vide 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES). Reação muito rara (< 1/10.000): distúrbios do sistema imune - reação anafilática. Investigações: Aumento do INR com o uso concomitante de varfarina, tendo alguns relatos associados a sangramentos (vide 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES e 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS). Eventos raros de função renal alterada foram espontaneamente relatados, incluindo aumento da creatinina sérica, disfunção renal, piora das insuficiências renais crônica e aguda, necessitando, às vezes, de hemodiálise. Alguns desses eventos ocorreram em pacientes recebendo um ou mais agentes farmacológicos conhecidos por afetarem as condições de função/hidratação renais e/ou em pacientes que apresentaram eventos que podem afetar a hidratação, incluindo náuseas, vômitos e/ou diarreia. Agentes concomitantes incluíram agentes inibidores da enzima conversora de angiotensina, drogas anti-inflamatórias não esteroidais e diuréticos. A reversibilidade da função renal alterada foi observada com o tratamento de suporte e descontinuação de agentes potencialmente causais, incluindo exenatida. Nos estudos pré-clínicos e clínicos, Byetta não foi considerado como um agente diretamente nefrotóxico. Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Byetta - Posologia

Para o uso correto da caneta injetora, ler e seguir atentamente as instruções contidas no “Manual do Usuário”, que acompanha o produto. As agulhas de aplicação não acompanham o Byetta, portanto os profissionais de saúde devem orientar os pacientes quanto ao comprimento e calibre corretos da agulha a ser usada na caneta, conforme descrito no “Manual do Usuário”. Cada dose deve ser administrada como uma injeção subcutânea na coxa, abdome ou braço. Não há estudos dos efeitos de Byetta subcutâneo administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia desta apresentação, a administração deve ser somente pela via subcutânea. Quando Byetta é adicionado à terapia com sulfonilureia, uma redução na dose dessa última pode ser considerada para reduzir o risco de hipoglicemia (vide 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES). Quando Byetta é adicionado a uma insulina basal/longa duração, a redução da dose desta insulina pode ser considerada (vide 9. REAÇÕES ADVERSAS). Quando Byetta é adicionado à terapia com metformina e/ou tiazolidinediona, a dose atual de metformina e/ou tiazolidinediona pode ser continuada, uma vez que é improvável que a dose de metformina e/ou tiazolidinediona necessite de ajuste devido à hipoglicemia quando usada com Byetta. A terapia com Byetta deve ser iniciada com 5 mcg por dose, administrada duas vezes por dia, em qualquer momento dentro do período de 60 minutos antes das refeições da manhã e da noite (ou antes das duas refeições principais do dia, com intervalo de aproximadamente 6 horas ou mais). Byetta não deve ser administrado após uma refeição. Com base nas respostas clínicas, a dose de Byetta pode ser aumentada para 10 mcg, duas vezes ao dia, após 1 mês de terapia. Caso haja o esquecimento da aplicação de uma dose, deve-se continuar o tratamento no próximo horário da dose. Byetta e insulina basal ou de longa duração devem ser administrados em duas injeções separadas.

Superdosagem

Os sinais e sintomas de superdose que foram observados em doses de 100 mcg incluem náusea e vômito grave e queda rápida das concentrações sanguíneas de glicose. No evento de superdose, o tratamento adequado de suporte (possivelmente administrado por via parenteral) deve ser iniciado de acordo com os sinais e sintomas clínicos do paciente. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Características farmacológicas

Descrição Byetta melhora o controle glicêmico em pessoas com diabetes tipo 2. Byetta é um peptídeo sintético que difere na estrutura química e ação farmacológica da insulina, sulfonilureias (incluindo derivados da D-fenilalanina e meglitinidas), biguanidas, tiazolidinediona, inibidores de alfa-glicosidase, amilinomiméticos e inibidores da dipeptidil peptidase-4. A exenatida é um peptídeo amida com 39 aminoácidos, com fórmula empírica C184H282N50O60S e peso molecular de 4186,6 daltons. A exenatida suprime a secreção inadequadamente elevada de glucagon durante períodos de hiperglicemia em paciente com diabetes tipo 2, lentifica o esvaziamento gástrico e diminui a ingestão de alimentos. Mecanismo de ação As incretinas, tais como o peptídeo glucagon-símile-1 (GLP-1), aumentam a secreção de insulina dependente de glicose e exibem outras ações anti-hiperglicêmicas após sua liberação pelo intestino para a circulação. A exenatida é um agonista do receptor do GLP-1, levando ao aumento da secreção de insulina dependente de glicose pela célula beta pancreática, suprime o glucagon inapropriadamente elevado e lentifica o esvaziamento gástrico. A sequência de aminoácidos da exenatida sobrepõe parcialmente a sequência do GLP-1 humano. A exenatida mostrou ligar-se e ativar in vitro o conhecido receptor GLP-1 humano. Isso conduz a um aumento em ambas as sínteses de insulina, dependente de glicose e secreção in vivo de insulina, a partir das células beta pancreáticas, pelo mecanismo envolvendo AMP cíclico e/ou outras vias sinalizadoras intracelulares. Byetta melhora o controle glicêmico pela redução da concentração de glicose em jejum e pós- prandial em pacientes com diabetes tipo 2 através das ações descritas abaixo. Propriedades Farmacodinâmicas -Secreção de insulina dependente de glicose: Byetta tem efeitos agudos sobre a sensibilidade das células beta pancreáticas à glicose e conduz à liberação de insulina apenas na presença de concentrações elevadas de glicose. Essa secreção de insulina diminui conforme as concentrações sanguíneas de glicose aproximam-se da euglicemia. Entretanto, Byetta não prejudica a resposta normal de glucagon para a hipoglicemia. -Primeira fase da resposta insulínica: Em indivíduos sadios, a secreção vigorosa de insulina ocorre durante os 10 primeiros minutos após a administração endovenosa (EV) de glicose. Esta secreção, conhecida como “primeira fase da resposta insulínica”, está caracteristicamente ausente em pacientes com diabetes tipo 2. A perda da primeira fase da resposta insulínica é um defeito precoce das células beta no diabetes tipo 2. A administração de Byetta em concentrações plasmáticas terapêuticas restabelece a primeira fase da resposta insulínica para um bolus EV de glicose em pacientes com diabetes tipo 2. Ambas as secreções de primeira e de segunda fase de insulina foram significantemente elevadas em pacientes com diabetes tipo 2 tratados com Byetta, comparado com salina (p < 0,001 para ambos). -Secreção de glucagon: Em pacientes com diabetes tipo 2, Byetta abranda a secreção de glucagon e reduz as concentrações séricas de glucagon durante os períodos de hiperglicemia. Concentrações mais baixas de glucagon levam à diminuição da liberação de glicose pelo fígado e à diminuição da demanda de insulina. -Esvaziamento gástrico: Byetta lentifica o esvaziamento gástrico, reduzindo a velocidade com que a glicose proveniente da refeição apareça na circulação. -Ingestão alimentar: Tanto em animais quanto em humanos, a administração de exenatida mostrou reduzir a ingestão alimentar. -Glicose pós-prandial: Em pacientes com diabetes tipo 2, Byetta reduz as concentrações plasmáticas de glicose pós-prandial. -Glicose em jejum: Em um estudo cruzado de dose única em pacientes com diabetes tipo 2 e hiperglicemia de jejum, uma liberação imediata de insulina seguiu-seà injeção de Byetta. As concentrações plasmáticas de glicose foram significantemente reduzidas com Byetta comparado com placebo. Propriedades Farmacocinéticas - Absorção: Após a administração subcutânea em pacientes com diabetes tipo 2, a exenatida atinge os picos medianos de concentrações plasmáticas em 2,1 h. O pico médio da concentração de exenatida (Cmáx) foi de 211 pg/mL e a média geral da área sob a curva (AUC0-inf) foi de 1036 pg.h/mL após a administração subcutânea de uma dose de 10 mcg de Byetta. A exposição da exenatida (AUC) aumentou proporcionalmente ao intervalo de dose terapêutica de 5 mcg a 10 mcg. Os valores de Cmáx aumentaram menos que proporcionalmente no mesmo intervalo de 5 mcg a 10 mcg. Exposição semelhante é atingida com a administração subcutânea de Byetta no abdome, coxa ou braço. -Distribuição: O volume de distribuição médio aparente da exenatida, após a administração subcutânea de uma única dose de Byetta é de 28,3 L. -Metabolismo e Eliminação: Estudos não clínicos mostraram que a exenatida é predominantemente eliminada pela filtração glomerular com subsequente degradação proteolítica. O clearance médio aparente em humanos é de 9,1 L/h e a meia-vidaterminal média é de 2,4 h. Essas características farmacocinéticas da exenatida são independentes da dose. Na maioria dos indivíduos, as concentrações de exenatida são mensuráveis por aproximadamente 10 h após a dose. Farmacocinética em Populações Especiais -Insuficiência Renal: Em pacientes com insuficiência renal leve a moderada o clearance de exenatida foi apenas levemente reduzido. Em pacientes com doença renal em fase terminal recebendo diálise, o clearance médio de exenatida é reduzido para 0,9 L/h, comparado com 9,1 L/h em indivíduos sadios. -Insuficiência Hepática: Nenhum estudo farmacocinético foi realizado em pacientes com um diagnóstico de insuficiência hepática crônica ou aguda. Devido à exenatida ser depurada principalmente pelo rim, não se espera que a disfunção hepática afete as concentrações sanguíneas de exenatida. -Idade: A análise farmacocinética de população dos pacientes (intervalo de 22 a 73 anos) sugere que a idade não influencia as propriedades farmacocinéticas da exenatida. -Adolescentes: Em um estudo farmacocinético, de dose única, em pacientes com diabetes tipo 2 entre 12 e 16 anos recebendo exenatida (5 mcg) resultou em uma farmacocinética similar àquela observada na população adulta. -Sexo: A análise farmacocinética de população dos pacientes masculinos e femininos sugere que o sexo não influencia a distribuição e eliminação da exenatida. -Etnia: A análise farmacocinética de população dos pacientes incluindo caucasianos, hispânicos, asiáticos e negros sugere que a etnia não tem influência significante na farmacocinética da exenatida. -Obesidade: A análise farmacocinética de população de pacientes obesos (IMC 30 kg/m2) e não obesos sugere que a obesidade não tem efeito significante na farmacocinética da exenatida.

Resultados de eficácia

Terapia Concomitante com Agentes Hipoglicemiantes Orais Três estudos clínicos placebo-controlados, duplo-cegos de 30 semanas foram conduzidos para avaliar a segurança e eficácia de Byetta em pacientes com diabetes tipo 2 cujo controle glicêmico tenha sido inadequado com metformina isolada, uma sulfonilureia isolada ou com metformina em combinação com uma sulfonilureia. Em um estudo clínico placebo-controlado de 16 semanas de duração, foi conduzido com Byetta adicionado a um tratamento existente com tiazolidinediona (pioglitazona ou rosiglitazona), com ou sem metformina, em pacientes com diabetes tipo 2 com controle glicêmico inadequado. Nos estudos de 30 semanas, após 4 semanas do período introdutório com placebo, os pacientes foram randomicamente designados para receber Byetta 5 mcg duas vezes ao dia, Byetta 10 mcg duas vezes ao dia, ou placebo duas vezes ao dia, antes das refeições da manhã e da noite, além dos seus agentes antidiabéticos orais existentes. Todos os pacientes designados para Byetta receberam inicialmente o tratamento com 5 mcg, duas vezes ao dia, por 4 semanas. Após 4 semanas, estes pacientes continuaram a receber Byetta 5 mcg, duas vezes ao dia, ou tiveram suas doses aumentadas para 10 mcg, duas vezes ao dia. Os pacientes designados para placebo o receberam duas vezes ao dia, durante todo o estudo. Um total de 1.446 pacientes foram randomizados em três estudos de 30 semanas: 991 (69%) eram caucasianos, 224 (16%) eram hispânicos e 174 (12%) eram negros. Os valores médios de HbA1c basal dos estudos variaram de 8,2% a 8,7%.1,2,3 Em um estudo clínico placebo-controlado de 16 semanas de duração, Byetta (n=121) ou placebo (n=112) foi adicionado a um tratamento existente com tiazolidinediona (pioglitazona ou rosiglitazona), com ou sem metformina. A randomização para Byetta ou placebo foi estratificada com base nos pacientes que estavam recebendo metformina. O tratamento com Byetta foi iniciado com a dose de 5 mcg, duas vezes ao dia, por 4 semanas, e aumentado para a dose de 10 mcg, duas vezes ao dia, por mais 12 semanas. Pacientes designados para o tratamento com placebo o receberam duas vezes ao dia durante o estudo. Byetta ou placebo foi injetado subcutaneamente antes das refeições da manhã e da noite. Setenta e nove por cento dos pacientes estavam tomando tiazolidinediona e metformina e 21% estavam tomando tiazolidinediona isoladamente. Oitenta e quatro por cento dos pacientes eram caucasianos, 8% eram hispânicos e 3% eram negros. Os valores médios basais de HbA1c foram similares para Byetta e placebo (7,9%). Glicose Pós-prandial Glicose pós-prandial foi medida após um teste de tolerância de refeição mista em 9,5% dos pacientes participando no estudo de 30 semanas com metformina, uma sulfonilureia e com metformina em combinação com uma sulfonilureia. Neste grupo de pacientes, Byetta reduziu as concentrações plasmáticas de glicose pós-prandial de uma maneira dose dependente. A alteração média (DP) na concentração de glicose pós-prandial 2 h após a administração de Byetta na semana 30, comparada com a basal, foi de – 63 (65) mg/dL para 5 mcg, duas vezes ao dia (n= 42), e -71 (73) mg/ dL para 10 mcg, duas vezes ao dia (n= 52), comparado com + 11 (69) mg/ dL para placebo duas vezes ao dia (n= 44). Combinação com insulina glargina Um estudo com duração de 30 semanas, duplo-cego, placebo-controlado foi conduzido a fim de avaliar a eficácia e segurança de Byetta (n=137) versus placebo (n=122), quando adicionado a insulina glargina titulada, com ou sem metformina e/ou tiazolidinediona, em pacientes portadores de diabetes tipo 2 com um controle glicêmico inadequado. Inicialmente, todos os pacientes que participaram do estudo de Byetta receberam 5mcg duas vezes ao dia por 4 semanas. Após essas 4 semanas, os pacientes do estudo tiveram as doses aumentadas para 10mcg duas vezes ao dia. Os participantes que foram atribuídos ao placebo receberam placebo duas vezes ao dia durante o estudo realizado. Byetta ou placebo foi injetado, subcutaneamente, antes das refeições das manhãs e noites. Pacientes com HbA1c ≤ 8,0% tiveram a dose de insulina glargina (utilizada antes do estudo) diminuída em 20% e pacientes com HbA1c ≥ 8,1% mantiveram suas doses atuais de insulina glargina. Cinco semanas após o início do tratamento randomizado, as doses de insulina foram tituladas com a orientação do investigador, a fim de pré definir os valores de glicose de jejum, de acordo com a dose da titulação algorítmica presente na Tabela 3. A maioria dos participantes (78%) era caucasianos, 10% eram índios americanos ou nativos do Alasca, 9% eram negros, 3% eram asiáticos e 0,8% eram de origens múltiplas. O desfecho primário foi a alteração da HbA1c basal até a semana 30. Comparado ao placebo, Byetta 10 mcg BID resultou em reduções estatisticamente significante da HbA1c basal na semana 30 (Tabela 2) em pacientes que receberam insulina glargina titulada. Tabela 2: Estudo placebo-controlado de 30 semanas de Byetta utilizado em combinação com insulina de longa duração com ou sem metformina e/ou tiazolidinedionas * Byetta 5 mcg duas vezes ao dia por 1 mês, seguido de 10 mcg BID por 5 meses para estudo de 30 semanas de duração. †Mínimo quadrado significa que são baseados em um modelo de ajuste de mistura para o tratamento, grupo de investigador, visita, valor da HbA1c basal e tratamento por visita, onde o indivíduo é tratado como um efeito aleatório.

Armazenagem

Conservar o produto sob refrigeração (2 a 8ºC) e protegido da luz, quando não estiver em uso. Não congelar. Não usar se o produto tiver sido congelado. A caneta injetora deve ser retornada ao refrigerador após o uso. A caneta injetora deve ser descartada 30 dias após o primeiro uso, mesmo se ainda contiver produto. Não guardar a caneta injetora com a agulha encaixada, caso contrário pode haver vazamento do produto ou formação de bolhas de ar no cartucho. Prazo de validade: 36 meses a partir da data de fabricação. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Após aberto, válido por 30 dias. Características físicas e organolépticas Byetta é um líquido límpido e incolor e não deve ser utilizado se partículas em suspensão aparecerem ou se a solução estiver turva ou colorida. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

MS – 1.1618.0260 Farm. Resp.: Dra. Gisele H. V. C. Teixeira - CRF-SP nº 19.825 Fabricado por: Baxter Pharmaceutical Solutions LLC 927 South Curry Pike Bloomington - Indiana – EUA OU CP Pharmaceuticals, Ltd.Ash Road North Wrexham Industrial Estate - Wrexham – Reino Unido Embalado por: Enestia Belgium N. V. B- 3930 Hamont-Achel – Bélgica Importado por: AstraZeneca do Brasil Ltda. Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000 CNPJ 60.318.797/0001-00

Byetta - Bula para o Paciente

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO? Byetta é indicado como tratamento auxiliar para a melhora do controle da taxa de glicose no sangue em pacientes com diabetes tipo 2 e que estejam tomando metformina (medicamento que ajuda a reduzir a quantidade de glicose no sangue), ou uma sulfonilureia (medicamento que reduz a quantidade de glicose no sangue) ou uma combinação de metformina e sulfonilureia, mas que não tenham atingido um controle adequado de glicose no sangue. Byetta é indicado como tratamento auxiliar para a melhora do controle da taxa de glicose no sangue em pacientes com diabetes tipo 2 e índice de massa corporal (IMC) > 25 kg/m2 e que estejam tomando uma tiazolidinediona (medicamento que ajuda a reduzir a quantidade de glicose no sangue), ou uma combinação de tiazolidinediona e metformina, mas que não tenham atingido um controle adequado de glicose no sangue. Byetta é indicado para a melhora do controle da taxa de glicose no sangue em pacientes com diabetes tipo 2 e IMC > 25 kg/m2 em combinação com uma insulina basal/longa duração com ou sem metformina e/ou uma tiazolidinediona. 2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA? Byetta melhora o controle da taxa de glicose (açúcar) no sangue em pacientes com diabetes tipo 2, aumentando a secreção de insulina pelo pâncreas (uma glândula situada perto do estômago), reduzindo a secreção inadequadamente alta de glucagon (hormônio responsável por aumentar a taxa de glicose no sangue) e tornando mais lento o esvaziamento do estômago. 3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? Não use Byetta caso seja alérgico a exenatida e/ou a qualquer um dos componentes da fórmula (vide COMPOSIÇÃO dessa bula para saber quais os componentes presentes na fórmula de Byetta). 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO? Byetta não é um medicamento que substitui a insulina. Portanto, você não deve usar Byetta caso tenha diabetes tipo 1. Byetta também não deve ser usado para o tratamento da cetoacidose diabética (complicação aguda característica do diabetes tipo 1, geralmente desencadeada por infecções ou pela interrupção do tratamento com insulina). Byetta não deve ser usado em pacientes com doença renal grave ou que estiverem recebendo diálise. Byetta não é recomendado para pacientes que tiverem doença gastrintestinal grave (gastroparesia) ou que tenham problemas sérios de digestão de alimentos. A segurança e o efeito de Byetta não foram estudados em pacientes menores de 18 anos. Eventos raros de pancreatite (inflamação aguda do pâncreas) foram espontaneamente relatados em pacientes tratados com Byetta. Caso você apresente dor abdominal grave e persistente, procure seu médico. Byetta pode causar perda de peso rápida. Caso isso ocorra entre em contato com o seu médico. Se você estiver tomando Byetta em combinação com uma sulfonilureia ou com uma insulina basal, poderá ter um risco maior de desenvolver hipoglicemia (baixa quantidade de glicose no sangue). Nesse caso, para diminuir o risco de hipoglicemia, o médico poderá optar pela diminuição da dose da sulfonilureia ou da insulina basal. Os sintomas de hipoglicemia são: sensação de fome aguda, dificuldade para raciocinar, sensação de fraqueza com um cansaço muito grande, sudorese exagerada, tremores leves ou grosseiros de extremidades, bocejos, sonolência, visão dupla, confusão que pode caminhar para a perda total da consciência, ou seja, coma. Converse com seu médico ou outro profissional de saúde capacitado para obter informações sobre o tratamento e condições que levam ao desenvolvimento de hipoglicemia. Se você estiver usando Byetta e uma sulfonilureia ou uma insulina basal/longa duração, tenha cuidado para evitar a hipoglicemia enquanto estiver dirigindo carro ou operando máquinas perigosas. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Interações Medicamentosas Você deve informar ao seu médico todos os medicamentos que estiver usando. Byetta poderá afetar a ação dos medicamentos que são tomados oralmente e que precisam passar pelo estômago rapidamente, porque ele torna mais lento o esvaziamento do estômago. No caso de antibióticos orais, estes devem ser tomados no mínimo 1 hora antes da aplicação de Byetta. Caso esses medicamentos tenham que ser tomados com alimento, aconselha-se que você os tome junto com uma refeição ou um lanche quando a injeção de Byetta não for aplicada. Não existem informações sobre o uso de Byetta juntamente com os seguintes medicamentos: derivados da D-fenilalanina (meglitinidas), inibidores da alfa-glucosidase, amilinomiméticos e inibidores da dipeptidil peptidase-4. Byetta deve ser administrado com cautela se você estiver sob tratamento com os medicamentos: digoxina, lovastatina, varfarina, lisinopril, paracetamol e anticoncepcionais orais. Os contraceptivos orais devem ser tomados no mínimo uma hora antes da injeção de Byetta para não interferir na sua eficácia. Byetta não deve ser misturado a outros medicamentos. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. 5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO? Conservar o produto sob refrigeração (2 a 8ºC) e protegido da luz. Não congelar. Não usar Byetta se tiver sido congelado. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Após aberto, válido por 30 dias. Após aberto, manter sob refrigeração (2 a 8ºC) e protegido da luz. Não congelar. A caneta de Byetta deve ser retornada à geladeira após o uso. A caneta deve ser descartada 30 dias após o primeiro uso, mesmo se ainda contiver medicamento. A caneta não deve ser guardada com a agulha encaixada, caso contrário pode haver vazamento do produto ou formação de bolhas de ar no cartucho. Características físicas e organolépticas Byetta é um líquido claro e sem cor. Você não deve usar o produto caso apareçam pequenos pedaços em suspensão ou se a solução estiver turva ou colorida. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. 6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? Uso da caneta: Cada caneta contém 60 doses, fornecendo 30 dias de tratamento, com injeções duas vezes ao dia. Siga corretamente as instruções de uso da caneta presentes no “Manual do Usuário” que acompanha o produto, consultando-o toda vez que a prescrição for renovada pelo médico. É importante que você receba orientação adequada sobre as instruções de uso da caneta. Portanto, é essencial ler, entender e seguir as instruções de uso da caneta injetora de Byetta. Nunca compartilhe o uso da caneta injetora de Byetta. Cada dose deve ser aplicada como uma injeção debaixo da pele (subcutânea) na coxa, abdome ou braço. Não há estudos dos efeitos de Byetta subcutâneo administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia desta apresentação, a administração deve ser somente pela via subcutânea. As agulhas de aplicação não acompanham o produto. Portanto, os profissionais de saúde devem lhe dar orientações quanto ao comprimento e calibre corretos da agulha a ser usada na caneta, conforme descrito no “Manual do Usuário”. Não guardar a caneta injetora com a agulha encaixada. Caso contrário poderá haver vazamento do produto ou formação de bolhas de ar no cartucho. Dosagem O tratamento com Byetta deve ser iniciado com 5 mcg por dose, aplicado duas vezes por dia, em qualquer momento dentro do período de 60 minutos antes das refeições da manhã e da noite (ou antes das duas refeições principais do dia, com intervalo de 6 horas ou mais). Byetta não deve ser aplicado após uma refeição. A dose de Byetta poderá ser aumentada para 10 mcg, duas vezes ao dia, após 1 mês de tratamento, de acordo com as orientações do seu médico. Quando Byetta é adicionado ao tratamento com sulfonilureia, uma diminuição na dose dessa última pode ser considerada pelo médico para diminuir o risco de hipoglicemia. Quando Byetta é adicionado a uma insulina basal/longa duração, a redução da dose desta insulina pode ser considerada. Quando Byetta for adicionado ao tratamento com metformina e/ou tiazolidinediona, a dose atual destes medicamentos pode ser mantida, uma vez que é improvável que a dose de metformina e/ou tiazolidinediona necessite de ajuste devido à ocorrência de hipoglicemia quando usadas com Byetta. Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. 7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO? Caso haja o esquecimento da aplicação de uma dose, deve-se continuar o tratamento no próximo horário de dose. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião- dentista. 8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR? Os pacientes devem ser alertados que o tratamento com Byetta pode resultar em uma redução no apetite, no consumo de alimento e/ou no peso corpóreo e que não há necessidade de modificação de dose devido a esses efeitos. O tratamento com Byetta também pode resultar em enjoo, particularmente no início do tratamento. Durante os estudos do uso de Byetta com uma sulfonilureia, metformina ou ambas, os seguintes eventos adversos foram descritos: Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): diarreia, náusea (vontade de vomitar), vômito e hipoglicemia (diminuição exagerada da quantidade de glicose no sangue), quando utilizada em combinação com uma sulfonilureia, ou com uma combinação de sulfonilureia com metformina. Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dispepsia (problemas na digestão), refluxo gastroesofágico (azia), astenia (fraqueza), nervosismo, diminuição do apetite, tontura, cefaleia (dor de cabeça) e hiperidrose (suor excessivo). Durante os estudos do uso de Byetta com uma tiazolidinediona, os seguintes eventos adversos foram descritos: Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): náusea (vontade de vomitar) e vômito. Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): diarreia, dispepsia (problemas na digestão), refluxo gastroesofágico (azia) e diminuição do apetite. Durante os estudos de Byetta com uma insulina, os seguintes eventos adversos foram descritos: Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): diarreia, náusea (vontade de vomitar), vômito e cefaleia (dor de cabeça). Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dispepsia (problemas na digestão), refluxo gastroesofágico (azia), astenia (fraqueza) e diminuição do apetite. Além desses efeitos observados nos estudos clínicos, desde o lançamento do produto também se observou que podem ocorrer os seguintes eventos: Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): reação no local da injeção. Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): distensão abdominal, dor abdominal, eructação (arrotos), constipação (prisão de ventre), flatulência (gases) e disgeusia (alteração ou ausência do paladar). Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): pancreatite aguda (inflamação aguda do pâncreas), desidratação, geralmente associada à náusea (vontade de vomitar), vômito e/ou diarreia, perda de peso, sonolência, coceira generalizada, angioedema (erupção cutânea), alopecia (perda de cabelos), função renal alterada, incluindo insuficiência renal aguda, piora da insuficiência renal crônica, disfunção renal e elevação da creatinina sérica (substância química derivada do metabolismo muscular). Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): reação anafilática (reação alérgica grave). Também foram reportados espontaneamente alguns casos de sangramento quando Byetta foi utilizado com varfarina (medicamento que diminui a coagulação do sangue). Dor abdominal grave e persistente é um sintoma característico da pancreatite aguda. Se houver suspeita de pancreatite, o tratamento com Byetta e outras drogas potencialmente suspeitas deve ser interrompido, testes confirmatórios devem ser realizados e tratamento apropriado deve ser iniciado. O retorno ao tratamento com Byetta não é recomendado se a pancreatite for confirmada. Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista. 9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO? Os efeitos de superdose incluem náusea grave (vontade de vomitar), vômitos graves e queda rápida da quantidade de glicose no sangue. Em caso de suspeita de superdose, procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo. Não tentar dar qualquer medicamento para o paciente intoxicado, pois isso pode piorar seu estado de saúde. Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.