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Cetazima

Bula do Cetazima

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BULA COMPLETA DO CETAZIMA PARA O PACIENTE

Cetazima

(cefotaxima sódica)

Novafarma Indústria Farmacêutica Ltda.

Pó para solução injetável

500mg

1g

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cefotaxima sódica

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Nome comercial: Cetazima

Nome genérico: cefotaxima sódica

APRESENTAÇÕES

Cetazima (cefotaxima sódica) 500mg: Caixa com 50 frascos-ampola de vidro transparente.

Cetazima (cefotaxima sódica) 1g: Caixa com 50 frascos-ampola de vidro transparente.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO: INTRAMUSCULAR / INTRAVENOSA

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÃO

Cetazima 500mg

Cada frasco-ampola contém 524mg de cefotaxima sódica equivalente a 500mg de cefotaxima base.

Cetazima 1g

Cada frasco-ampola contém 1,048g de cefotaxima sódica equivalente a 1g de cefotaxima base.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Este medicamento é destinado ao tratamento de infecções por micro-organismos sensíveis à cefotaxima sódica.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Cetazima (cefotaxima sódica) é um antibiótico cefalosporínico de terceira geração, com atividade contra micro-

organismos Gram-positivos e Gram-negativos.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Cetazima (cefotaxima sódica) não deve ser utilizada em casos de alergia ou intolerância às cefalosporinas e às

penicilinas. Cetazima (cefotaxima sódica) é contraindicada à pacientes com história de hipersensibilidade a

cefotaxima e/ou a qualquer componente da fórmula. Em caso de dúvida, é essencial que o médico esteja

presente durante a primeira administração, para tratar qualquer possível reação anafilática (reação alérgica).

Não há contraindicação relativa a faixas etárias.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

O tratamento com este produto deve ser individual e não adaptável a outra pessoa. Ainda que os sintomas

apresentados sejam iguais aos seus, ela pode ter um tipo de infecção diferente, logo a medicação não vai ter a

ação esperada, podendo causar danos para sua saúde.

Pacientes com história de reações alérgicas ou tendência à alergia, particularmente, com relação aos antibióticos

beta-lactâmicos devem conversar com seu médico.

Caso ocorra uma reação de hipersensibilidade, o tratamento deve ser interrompido.

Diarreia, particularmente grave ou persistente, ocorrendo durante o tratamento ou nas semanas iniciais após o

tratamento, especialmente com antibióticos de amplo espectro, pode ser sintomática de doença associada a

Clostridium difficile, na sua forma mais severa, a colite pseudomembranosa (infecção do intestino). Este

diagnóstico raro, mas de condição possivelmente fatal, é confirmado por endoscopia (exame através de imagens

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internas) e/ou histologia (exame de parte do tecido). O diagnóstico mais eficaz para a doença associada ao

Clostridium difficile é a investigação das fezes.

Na suspeita de diagnóstico de colite pseudomembranosa, a cefotaxima deve ser interrompida imediatamente e a

terapia com um antibiótico apropriado e específico deve ser iniciada sem demora (exemplo: vancomicina ou

metronidazol). A doença associada ao Clostridium difficile pode ser favorecida pela parada de fezes.

Medicamentos que inibam a motilidade intestinal não devem ser administrados.

Igualmente a outros antibióticos, o uso prolongado de Cetazima (cefotaxima sódica) pode resultar em

crescimento excessivo de organismos não-susceptíveis (resistentes). É essencial avaliação repetida da condição

do paciente. Se ocorrer superinfecção durante a terapia, medidas apropriadas devem ser tomadas.

A função renal (dos rins) deve ser monitorada em pacientes tratados concomitantemente com aminoglicosídeos

(outra classe de antibióticos).

Alterações no sangue

Leucopenia (redução dos glóbulos brancos no sangue), neutropenia (diminuição do número de neutrófilos no

sangue) e, muito raramente, insuficiência da medula óssea (funcionamento insuficiente/inadequado da medula

óssea), pancitopenia (diminuição global de elementos celulares do sangue - glóbulos brancos, vermelhos e

plaquetas), ou agranulocitose (diminuição de alguns tipos de leucócitos do sangue) pode se desenvolver durante

o tratamento com cefotaxima (ver item“QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME

CAUSAR?”).

Para tratamentos com duração superior a dez dias, deve ser realizada uma monitoração sanguínea e a

interrupção do uso de Cetazima (cefotaxima sódica) deve ser considerada no caso de resultados anormais.

Uso durante gravidez e amamentação

Cetazima (cefotaxima sódica) atravessa a barreira placentária (passa para o sangue do bebê). Embora

experimentos em animais não tenham revelado nenhuma má-formação ou efeito tóxico em fetos, Cetazima

(cefotaxima sódica) não deve ser utilizada durante a gravidez, pois a segurança da cefotaxima não foi

estabelecida na gravidez humana.

Como cefotaxima é excretada no leite, mães que estejam amamentando devem interromper o tratamento com

Cetazima (cefotaxima sódica).

Cetazima (cefotaxima sódica) é um medicamento classificado na categoria B de risco na gravidez.

“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-

dentista.”

Uso em pacientes idosos

Em pacientes idosos, acima de 80 anos de idade, a meia-vida de cefotaxima aumenta moderadamente a cerca de

2,5 horas. O volume de distribuição é inalterado comparado com voluntários sadios jovens.

Não há advertências e recomendações especiais sobre o uso adequado desse medicamento por pacientes idosos.

Uso em pacientes com insuficiência renal

Em casos de insuficiência renal, a dose deve ser modificada de acordo com o clearance (taxa em que uma

substância é removida do organismo pelos rins) de creatinina calculado, se necessário, com base na creatinina

sérica (no sangue).

Uso em pacientes com dieta com restrição de sódio

O conteúdo de sódio da cefotaxima sódica deve ser levado em consideração (48,2mg/g) em pacientes que

necessitam de restrição de sódio.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

No caso de aparecimento de reações adversas como tonturas, a capacidade de concentração e reação pode estar

prejudicada.

Nestes casos o paciente deve evitar dirigir veículos ou operar máquinas.

Sensibilidade cruzada

Como pode ocorrer alergia cruzada entre penicilinas e cefalosporinas em 5 a 10% dos casos, o uso de Cetazima

(cefotaxima sódica) deve ser realizado com extremo cuidado em pacientes sensíveis à penicilina; monitoração

cuidadosa é mandatória na primeira administração. Reações de hipersensibilidade (alérgicas ou anafilaxia) que

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Medicamento-medicamento

A administração concomitante ou subsequente de fámacos potencialmente nefrotóxicos (que causam dano às

estruturas dos rins, como a furosemida ou aminoglicosídeos) exige uma estreita monitoração da função renal

(dos rins) já que se corre o risco do aumento de creatinina, diminuindo assim sua função renal.

Cetazima (cefotaxima sódica) não poderá ser administrada em uma mesma seringa com outros antibióticos ou

em mesma solução para infusão; isto se aplica para todos os aminoglicosídeos.

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Por inibir a excreção renal (eliminação através da urina), a administração simultânea de probenecida aumenta a

concentração de cefotaxima sérica (no sangue) e prolonga a sua duração de ação.

Medicamento-alimento

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interação entre alimentos e Cetazima (cefotaxima sódica).

Medicamento-testes laboratoriais

Pacientes em uso de Cetazima (cefotaxima sódica) podem apresentar resultados falso-positivos ao teste de

Coombs (teste que detecta anticorpos). O mesmo pode ocorrer com determinações não enzimáticas de

glicosúria (presença de glicose na urina).

Portanto, a glicosúria deverá ser determinada por métodos enzimáticos durante o tratamento com Cetazima

(cefotaxima sódica).

“Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.”

“Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.”

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Cetazima (cefotaxima sódica) deve ser armazenada na sua embalagem original, protegida da luz e umidade,

devendo ser conservada em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30°C). O prazo de validade do medicamento é

de 24 meses a partir da data de fabricação.

“Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.”

“Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.”

“Após preparo a solução é estável por até 12 horas em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) ou por

até 24 horas sob refrigeração (temperatura entre 2°C e 8°C).”

Atenção: Medicamentos parenterais devem ser bem inspecionados visualmente antes da administração, para se

detectar alterações de coloração ou presença de partículas sempre que o recipiente e a solução assim o

permitirem.

Frequentemente os hospitais reconstituem produtos injetáveis utilizando agulha 40 x 1,2mm. Pequenos

fragmentos de rolha podem ser levados para dentro do frasco durante o procedimento. Deve-se, portanto,

inspecionar cuidadosamente os produtos antes da administração, descartando-os se contiverem partículas.

Agulhas 25 x 0,8mm, embora dificultem o processo de reconstituição, têm menor probabilidade de carregarem

partículas de rolhas para dentro dos frascos.

A rolha de borracha do frasco-ampola não contém látex.

No preparo e administração das soluções parenterais, devem ser seguidas as recomendações da Comissão de

Controle de Infecção em Serviços de Saúde quanto a: desinfecção do ambiente e de superfícies, higienização

das mãos, uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e desinfecção de ampolas, frascos, pontos de

adição dos medicamentos e conexões das linhas de infusão.

Cetazima (cefotaxima sódica) apresenta-se como pó branco a amarelo pálido.

“Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe

alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.”

“Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.”

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Preparo do produto

Cetazima (cefotaxima sódica) para administração intramuscular ou intravenosa deve ser reconstituída com água

para injetáveis. Agite para dissolver. Uma coloração amarelada da solução após a reconstituição não indica

alteração na eficácia do produto.

A cefotaxima não deve ser misturada com outros antibióticos na mesma seringa ou no mesmo líquido de

infusão, principalmente os aminoglicosídeos.

Cetazima (cefotaxima sódica) para infusão pode ser preparada nos seguintes fluidos de infusão: água para

injetáveis, cloreto de sódio a 0,9%, dextrose 5%, solução de Ringer, lactato de sódio e poligelina.

Tabela 1

Preparo das soluções de Cetazima (cefotaxima sódica)

Dose única para

administração

(frasco-ampola)

Volume de diluente a ser

adicionado (mL)

Volume final

aproximado no

medicamento

preparado (mL)

Concentração final

aproximada de cefotaxima

no medicamento

preparado (mg/mL)

500mg

1g

2

4

2,2

4,5

227

222

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Administração

Administração intravenosa

Para injeção intravenosa, o conteúdo de 1 frasco-ampola de Cetazima (cefotaxima sódica) é diluído em água

para injetáveis. Após a reconstituição, a solução deve ser administrada por um período de 3 a 5 minutos.

Infusão intravenosa

Se doses maiores são necessárias, pode-se administrá-las por infusão intravenosa.

Para uma infusão curta, 2g de Cetazima (cefotaxima sódica) são dissolvidos em 40mL de água para injetáveis

ou em soluções usuais de infusão (ex: solução de cloreto de sódio 0,9%, solução de Ringer, solução de dextrose

5%, solução de lactato sódico) e devem ser administrados durante 20 minutos.

Para infusão de gotejamento contínuo, 2g de Cetazima (cefotaxima sódica) são dissolvidos em 100mL de uma

das soluções de infusão citadas acima e administradas durante 50-60 minutos.

Soluções de bicarbonato de sódio não devem ser misturadas a Cetazima (cefotaxima sódica).

Administração intramuscular

O conteúdo de Cetazima (cefotaxima sódica) é dissolvido em 2mL (Cetazima 500mg) ou 4mL (Cetazima 1g)

de água para injetáveis. A solução deverá ser injetada profundamente no músculo glúteo (nádegas). A dor

causada pela administração pode ser aliviada dissolvendo-se Cetazima (cefotaxima sódica) em quantidade

similar de solução de lidocaína 1%. Isto deve ser feito somente nas administrações intramusculares. É

aconselhável não administrar mais do que 4mL de um mesmo lado da nádega. É recomendada a injeção

intravenosa caso a dose diária exceda 2g.

POSOLOGIA

Adultos e adolescentes acima de 12 anos de idade

A posologia e a via de administração devem ser determinadas pela susceptibilidade do organismo causal,

gravidade da infecção e condição do paciente. A menos que prescrito de outro modo, adultos e crianças acima

de 12 anos devem receber 1 a 2g de Cetazima (cefotaxima sódica) a cada 12 horas.

Nos casos de infecções com patógenos (micro-organismos que causam doenças) de menor susceptibilidade,

pode ser necessário aumentar a dose diária (veja tabela abaixo). É recomendada a administração intravenosa

caso as doses diárias excedam a 2g. Contudo, nos casos em que a dose diária exceder a 4g, obrigatoriamente a

via de administração deverá ser a intravenosa.

O seguinte esquema posológico serve como guia:

Tabela 2

Tipo de infecção Dose única

Intervalo de

dose

Dose diária

Infecção típica em que um patógeno susceptível é

conhecido ou suspeito

1g 12 horas 2g

Infecção em que vários patógenos com alta a média

susceptibilidade são conhecidos ou suspeitos

1-2g 12 horas 2-4g

Infecção não identificada que não pode ser

localizada, em que há risco de vida

2-3g 6-8 horas 6-12g

Para o tratamento da gonorreia recomenda-se uma dose única de 0,5g por via intramuscular (o tratamento da

gonorreia causada por micro-organismos menos sensíveis requer aumento da dose). Os pacientes deverão ser

examinados quanto à sífilis antes de se iniciar o tratamento com Cetazima (cefotaxima sódica).

Para a profilaxia de infecções pós-cirúrgicas recomenda-se administrar uma dose de 1 a 2g, 30 a 60 minutos

antes do início da cirurgia. Dependendo do risco de infecção esta mesma dose pode ser repetida.

Duração do tratamento

Como na terapia com antibióticos em geral, a administração de Cetazima (cefotaxima sódica) deve ser

prolongada por um mínimo de 48 a 72 horas após abaixar a temperatura do paciente, ou após a constatação da

erradicação bacteriana.

Não há estudos dos efeitos de Cetazima (cefotaxima sódica) administrado por vias não recomendadas. Portanto,

por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via

intravenosa ou intramuscular, conforme recomendado pelo médico.

Recém-nascidos, bebês e crianças

Bebês e crianças até 12 anos (< 50kg) devem receber Cetazima (cefotaxima sódica) na dose diária de 50 a

100mg/Kg de peso corporal em intervalos de 6 a 12h. Em casos onde ocorram infecções com risco de vida

pode-se utilizar a dose diária de 150 a 200 mg/Kg de peso corporal. Crianças com peso igual ou acima de 50kg

devem seguir a posologia dos adultos.

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No caso de uso de Cetazima (cefotaxima sódica) em prematuros e recém-nascidos de até 1 semana, a dose

diária por via intravenosa deve ser de 50 – 100mg/Kg de peso corporal, em intervalo de 12 horas, enquanto que

para prematuros e recém-nascidos de 1 a 4 semanas deve ser de 75 – 150mg/kg em intervalos de 8 horas.

Posologia em pacientes com insuficiência renal e em diálise

Se a depuração de creatinina for menor que 10mL/min, a dose de manutenção deve ser reduzida para a metade

da normal.

A dose inicial depende da susceptibilidade do patógeno e da severidade da infecção. Estas dosagens

recomendadas foram baseadas em experiências em adultos.

Quando o clearance de creatinina não puder ser medido, pode ser calculado com referência ao nível de

creatinina sérico, usando a seguinte fórmula de Cockroft em adultos:

Homens: Clcr (mL/min) = peso (kg) x (140 – idade em anos) / 72 x creatinina sérica (mg/dL) ou

Homens: Clcr (mL/min) = peso (kg) x (140 – idade em anos) / 0,814 x creatinina sérica ( mol/L)

Mulheres: Clcr (mL/min) = 0,85 x valor acima obtido

Em pacientes sob hemodiálise, administrar 1 a 2g diariamente, dependendo da gravidade da infecção. No dia da

hemodiálise, a cefotaxima deve ser administrada após a sessão de diálise.

“Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.”

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Caso haja esquecimento de administração de uma dose, esta deverá ser feita assim que possível, no entanto, se

estiver próximo do horário da aplicação seguinte, deve-se esperar por este horário, respeitando sempre o

intervalo determinado pela posologia. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.

“Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.”

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Infecções e infestações

Desconhecida: Superinfecção.

Distúrbios do sangue e sistema linfático

Incomum: Leucopenia, eosinofilia (aumento de um tipo de leucócito no sangue chamado eosinófilo),

trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas sanguíneas).

Desconhecida: Insuficiência da medula óssea, pancitopenia, neutropenia, agranulocitose (ver item “O QUE

DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”), anemia hemolítica (diminuição do número de

glóbulos vermelhos do sangue em decorrência da destruição prematura dos mesmos).

Distúrbios do sistema imunológico

Incomum: Reação de Jarisch-Herxheimer (complicação benigna e autolimitada do tratamento antimicrobiano

que apresenta os seguintes sintomas: cefaleia, febre, calafrios, mal-estar, hipotensão e sudorese, dores

articulares e musculares, náusea, exacerbação de lesões de pele).

Desconhecida: Reações anafiláticas (reações alérgicas graves e imediatas), angioedema (inchaço em região

subcutânea ou em mucosas, geralmente de origem alérgica), broncoespasmo (contração dos brônquios e

bronquíolos), choque anafilático (reação alérgica grave).

Distúrbios do sistema nervoso

Incomum: Convulsões (contrações súbitas e involuntárias dos músculos secundárias a descargas elétricas

cerebrais).

Desconhecida: Encefalopatia (ex.: perda da consciência, movimentos anormais), dor de cabeça, tontura.

Distúrbios cardíacos

Desconhecida: Arritmia (descompasso dos batimentos do coração) após a infusão em bolus (administração

intravenosa por infusão rápida)

Distúrbios gastrintestinais

Incomum: Diarreia.

Desconhecida: Náusea, vômito, dor abdominal, colite pseudomembranosa (infecção do intestino causado por

UMA BACTéRIA) (VER ITEM “O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”).

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Distúrbios hepatobiliares

Incomum: Aumento das enzimas do fígado (AST (TGO), ALT (TGP), LDH, gamma-GT e/ou fosfatase

alcalina) e/ou bilirrubina (pigmento amarelo produto da degradação da hemoglobina).

Desconhecida: Hepatite (inflamação do fígado), às vezes com icterícia (cor amarelada da pele e olhos).

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Incomum: Rash (erupção cutânea), prurido (coceira), urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica,

que causa coceira).

Desconhecida: Eritema multiforme (distúrbio da pele resultante de uma reação alérgica), síndrome de Stevens-

Johnson (forma grave de reação alérgica caracterizada por bolhas em mucosas e em grandes áreas do corpo),

necrólise epidérmica tóxica (quadro grave, onde grandes extensões de pele ficam vermelhas e morrem,

resultantes principalmente de uma reação tóxica a vários medicamentos), pustulose exantematosa aguda

generalizada (pequenas lesões de pele com conteúdo purulento secundárias à determinada medicação com

aparecimento por todo o corpo).

Distúrbios renais e urinários

Incomum: Diminuição da função dos rins/aumento da creatinina, particularmente quando coadministrado com

aminoglicosídeos.

Desconhecida: Falência renal aguda (ver item “O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE

MEDICAMENTO?”), nefrite intersticial (tipo de inflamação dos rins).

A administração de altas doses de antibióticos beta-lactâmicos, particularmente em pacientes com insuficiência

nos rins, pode resultar em encefalopatia (disfunção do sistema nervoso central) (com prejuízo da consciência,

movimentos anormais e convulsão).

Distúrbios gerais e no local da administração

Muito comum: Dor no local da aplicação (no caos de injeção intramuscular).

Incomum: Febre, reações inflamatórias no local da aplicação, incluindo flebite/tromboflebite (inflamação de

uma veia).

Desconhecida: Reações sistêmicas à lidocaína (no caso de injeção intramuscular quando o solvente contém

lidocaína).

Distúrbios hepáticos

Aumento nos níveis séricos (níveis no sangue) das enzimas hepáticas (do fígado) (AST (TGO), ALT (TGP),

LDH, gamma-GT e/ou fosfatase alcalina) e/ou bilirrubina (produto da degradação da hemoglobina presente nos

glóbulos vermelhos) tem sido reportados.

Essas anormalidades laboratoriais, que podem ser explicadas pela infecção, raramente excedem duas vezes o

limite superior normal e conclui o padrão do dano hepático (do fígado), geralmente colestático (com parada ou

dificuldade da excreção da bile) e muito frequentemente assintomático (sem sintomas).

Superinfecção

Como ocorre com outros antibióticos, o uso prolongado de Cetazima (cefotaxima sódica) pode resultar em

crescimento excessivo de organismos não-susceptíveis (ver item “O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR

ESTE MEDICAMENTO?”).

Jarisch-Herxheimer

Durante tratamento para infecções causadas por espiroquetas (um tipo de micro-organismo), podem ocorrer

reações de Jarisch-Herxheimer, caracterizadas por ocorrência ou piora dos sintomas gerais como: febre,

calafrios, cefaleia e dores articulares.

A ocorrência de um ou mais dos seguintes sintomas tem sido relatada após várias semanas de tratamento de

borreliose (infecção causada por uma espiroqueta): erupção cutânea, prurido, febre, leucopenia (redução de

leucócitos no sangue), aumento das enzimas hepáticas (do fígado), dificuldade em respirar, desconforto nas

articulações. Até certo ponto estas manifestações são consistentes com os sintomas da doença principal para o

qual o paciente está sendo tratado.

Visto que alguns destes sintomas (por exemplo: colite pseudomembranosa, anafilaxia e algumas alterações dos

elementos sanguíneos) podem, sob certas circunstâncias trazer risco de vida, é essencial que o paciente informe

ao médico qualquer reação grave.

“Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo

uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.”

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9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE

MEDICAMENTO?

Sintomas: Assim como para outros antibióticos beta-lactâmicos, há risco de ocorrência de encefalopatia

(disfunção do sistema nervoso central) reversível, em casos de administração de altas doses de Cetazima

(cefotaxima sódica). Não existe antídoto específico.

Tratamento: O tratamento é sintomático e deve ser acompanhado das medidas de suporte do estado geral.

Aos primeiros sinais de choque anafilático (transpiração, náusea, cianose) interromper imediatamente a

administração, mas deixar a cânula venosa no local ou providenciar uma canulação venosa. Além das medidas

usuais de emergência, colocar o paciente na posição horizontal com as pernas elevadas e as vias aéreas

desobstruídas.

Aplicar imediatamente epinefrina por via intravenosa (diluir 1mL da apresentação comercial a 1:1.000 para

10mL).

No início, injeta-se lentamente 1mL desta solução (equivalente a 0,1mg) de epinefrina enquanto se monitora o

pulso e a pressão sanguínea (observar distúrbios do ritmo cardíaco). A administração pode ser repetida. A

seguir, quando necessário, restabelecer o volume circulante com expansores de plasma por via intravenosa,

como albumina humana, solução balanceada de eletrólitos, poligelina, etc.

Em seguida, aplicar glicocorticóides por via intravenosa, por exemplo, 250 a 1.000mg de metilprednisolona.

Esta administração pode ser repetida.

Outras medidas terapêuticas como: respiração artificial, inalação de oxigênio, administração de anti-

histamínicos podem ser empregadas a critério médico.

As dosagens recomendadas são referentes a um adulto de peso normal. Em crianças, a redução da dose deve ser

feita em relação ao peso corporal.

“Em caso de uso de uma grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e

leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de

mais orientações.”

Registro MS 1.1402.0006

Farmacêutico Responsável: Walter F. da Silva Junior

CRF-GO: 5497

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

ME – 103460

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