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Glicose 75

Bula do Glicose 75

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BULA COMPLETA DO GLICOSE 75% PARA O PACIENTE

GLICOSE 75%

HALEX ISTAR

SOLUÇÃO INJETÁVEL

750mg/mL

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO

Solução injetável Glicose anidra 750mg/mL

Caixa contendo 100 ampolas de vidro incolor 10 mL.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO: INTRAVENOSA E INDIVIDUALIZADA

USO LOCAL: MICROVARIZES / TELANGIECTASIAS

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada mLda solução contém:

glicose anidra (D.C.B.: 04485) ............................................................ 750mg

água para injetáveis q.s.p .................................................................. 1,0 mL

Osmolaridade: 4.163 mOsm/L

Conteúdo calórico: 2.549 Kcal/L

pH: 3,2 a 6,5

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Este medicamento é destinado ao tratamento de microvarizes (pequenos vasos dilatados, tortuosos, com

coloração de aspecto azulado ou esverdeado) e telangiectasias (são os vasos visíveis que medem de 0,1 a

1 mm de diâmetro, que podem se apresentar como linhas fracamente vermelhas até um aspecto roxo e

elevado, como cachos de uva), sendo usada como agente esclerosante (medicamento que atua irritando o

interior da veia, provocando inflamação) em escleroterapia (técnica que consiste na injeção de

medicamentos chamados de “agentes esclerosantes" dentro de um vaso de modo a destruí-lo) e

crioescleroterapia (técnica que utiliza os mesmos “agentes esclerosantes” da escleroterapia norma, porém

a uma temperatura muito baixa. O agente esclerosante a temperatura baixa, além de seu efeito normal,

passa a ter um efeito físico adicional e destrói, pelo frio, a parede interna do vaso, eliminando-o). Este

medicamento é indicado no tratamento combinado da cirurgia de varizes com escleroterapia de

telangiectasias dos membros inferiores no mesmo ato.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Glicose 75%

Glicose anidra (D.C.B.: 04485)

A escleroterapia (técnica que consiste na injeção de medicamentos chamados de " agentes esclerosantes"

dentro de um vaso de modo a destruí-lo) é uma forma de tratamento destinada basicamente a fibrosar

tecidos. O agente esclerosante atua irritando o interior do vaso, provocando uma reação inflamatória. Essa

reação faz a veia colabar e deixar de ser visível.

A crioescleroterapia é um método simples que consiste na aplicação dos mesmos agentes esclerosantes

utilizados na escleroterapia, porém a temperaturas muito baixas, as quais são obtidas resfriando a seringa

em um equipamento, ou seja, a seringa com glicose hipertônica (glicose 75%) é resfriada rapidamente e

injetada a baixa temperatura. Pode-se dizer que a glicose 75% fica mais tempo em contato com o

endotélio, pois o frio aumenta sua viscosidade e que a vasoconstrição do vaso provocada pelo frio reduz o

índice de pigmentação, uma vez que diminui o sangramento e o aparecimento de equimoses (infiltração

de sangue na malha de tecidos do organismo, devido à ruptura de capilares). Existem relatos de que há

uma diminuição da dor pela ação analgésica do frio.

Atualmente a glicose hipertônica (glicose 75% - glicose com alta concentração de soluto) tem sido muito

utilizada, pois por ser um agente orgânico raramente produz complicações graves como alergias, reações

sistêmicas e necroses.

Mecanismo de Ação:

A glicose hipertônica (glicose 75% - glicose com alta concentração de soluto) é uma solução osmótica

que age promovendo a desintegração das células da parede dos vasos sanguíneos e que,

consequentemente, acarreta a destruição e desintegração da parede do vaso.

A glicose é o agente esclerosante mais viscoso (que tem uma consistência grossa e pegajosa entre o sólido

e o líquido), chegando a ser extremamente lenta a sua injeção. A glicose hipertônica (glicose 75% -

glicose com alta concentração de soluto) apresenta ação lenta de 30 minutos a 4 dias, sendo considerada

mais suave e menos capaz de produzir grandes descamações quando comparada aos agentes esclerosantes

do tipo detergentes (por serem fluidos e fáceis de injetar em alto fluxo, provocam maiores descamações).

A aplicação da glicose 75% pode provocar reações de dor, ardência local e cãibras, sendo que tais

sintomas remitem rapidamente (menos de 5 minutos).

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com diabetes descompensado (doença provocada pela

deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas

características); insuficiência cardíaca e/ou renal descompensadas (insuficiência cardíaca: doença na qual

o coração não consegue mais bombear sangue suficiente para o resto do corpo e insuficiência renal:

doença na qual os rins diminuem ou perdem sua capacidade de retirar resíduos e concentrar urina sem

perder eletrólitos); insuficiência circulatória envolvendo circulação arterial, linfática e venosa

(insuficiência circulatória, por definição, fala-se de falta de irrigação sanguínea quando um órgão não

recebe a quantidade de sangue que necessita para o seu correto funcionamento); pacientes com

intolerância ou alergia ao esclerosante; arteriopatias isquêmicas (doenças das artérias); hepatopatias

(doenças do fígado); estados infecciosos; mulheres grávidas, pacientes com antecedentes de trombose

venosa profunda e patologia oncológica ativa.

Este medicamento não é recomendado para uso continuo em crianças como rotina e com maior precaução

em idosos.

Gravidez: Categoria de risco C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas

sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Carcinogenicidade, mutagenicidade e efeitos na fertilidade: estudos com injeções de glicose não

foram executados para avaliar o potencial carcinogênico, o potencial mutagênico e os efeitos na

fertilidade.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Deve ser usada com cautela em pacientes com diabetes mellitus ou com predisposição para diabetes

mellitus, devido à elevação significativa da glicemia após sessão de escleroterapia ou crioescleroterapia.

Para este grupo determinações laboratoriais antes e durante o tratamento podem ser necessárias.

As soluções hipertônicas (glicose 75% - glicose com alta concentração de soluto) apresentam maior

probabilidade de causar irritação, para evitar isso, administrar em veias centrais maiores. Quando a

telangiectasia é ramificada, devem ser injetadas pequenas quantidades do agente esclerosante em pontos

diferentes. Assim, a substância será melhor distribuída e a hiperpressão que ocorre quando se quer atingir

toda a rede de uma só vez, evitada. Ademais, a aplicação de grande quantidade num único ponto pode

provocar necrose isquêmica (falta de irrigação sanguínea).

A injeção deve ser interrompida sempre que a pele ao redor da punção tornar-se pálida ou quando o

paciente se queixar de muita dor. Evitar extravasamento na administração.

Em pacientes com tendência a hiperpigmentação, deve-se usar glicose a 50%. Realizar análise do estado

funcional e/ou anatômico da circulação do membro a ser tratado.

Realizar avaliação sistemática da sensibilidade dos vasos ao agente esclerosante e sua concentração.

Gravidez: Categoria de risco C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas

sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Carcinogenicidade, mutagenicidade e efeitos na fertilidade: estudos com injeções de glicose não

foram executados para avaliar o potencial carcinogênico, o potencial mutagênico e os efeitos na

fertilidade.

Uso em Idosos: no geral, a seleção da dose para um paciente idoso deve ser cautelosa. Os pacientes

idosos são mais prováveis de ter função renal diminuída, por isso, cuidado deve ser tomado na

seleção da dose, e pode ser útil monitorara função renal.

Interações Medicamentosas: Não são conhecidas interações até o momento.

Interações laboratoriais: A utilização de glicose hipertônica a 75% promove uma elevação significativa

nos níveis de glicemia. Essa elevação sugere maiores cautelas na utilização dessa substância,

principalmente em pacientes com predisposição para o diabetes mellitus.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Mantenha o produto em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC), protegido da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após aberto, usar imediatamente, pois este medicamento é de caráter estéril, não podendo em hipótese

alguma guardar e conservar as soluções utilizadas, devendo as mesmas serem descartadas. Antes de

serem administradas, as soluções parenterais devem ser inspecionadas visualmente para se observar a

presença de partículas, turvação na solução, fissuras e quaisquer violações na embalagem primária. Não

utilizar se detectado partículas ou algum tipo de precipitado. Este medicamento é um líquido límpido,

incolor, inodoro, isento de partículas estranhas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você

observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Via de administração: Intravenosa e Individualizada.

Uso adulto.

A dosagem deve ser determinada conforme prescrição médica e é dependente da idade, peso individual e

condições clínicas do paciente, bem como de determinações laboratoriais, antes e durante o tratamento. A

injeção deve ser feita lentamente com o mínimo de pressão no êmbolo, com agulha angulada em ± 60º,

para facilitar o acesso ao vaso, sendo que a ponta do bisel deve ser introduzida para cima na luz do vaso.

Ao término de cada punção, para evitar refluxo, uma bolinha de algodão presa a uma fita adesiva deve ser

colocada sobre o ponto de perfuração, podendo ser removidos 1 a 2 horas após a sessão. Além do algodão

preso com uma fita adesiva, pode ser feita a vendagem do membro por 1 a 2 semanas.

O volume médio varia de 0,1 a 0,3 mL por punção ou de acordo com critério médico.

Duração do tratamento a critério médico.

45°

Posição adequada para abertura da ampola de vidro.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do

tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião- dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Gerais:

Sendo fundamentalmente a escleroterapia venosa um método que visa promover a obstrução vascular

através de medida química, essa conduta invariavelmente acarretará transtornos hísticos locais, na grande

maioria dos casos, de intensidade desprezível e carente de consequências maiores.

Urticária: é uma manifestação imediata, localizada ou difusa. Ocorre após a injeção de qualquer solução

esclerosante. Em geral é transitório durando cerca de 15 minutos e resulta provavelmente em irritação

endotelial.

Anafilaxia: a incidência extremamente reduzida desta complicação não deve ser motivo para negligenciá-

la. Assim sendo, é preciso ter sempre corticoide injetável ao alcance da mão, para eventuais emergências,

e usá-lo endovenoso.

Hiperglicemia: a escleroterapia química convencional, realizada com solução de glicose hipertônica a

75%, promove uma elevação significativa nos níveis de glicemia.

Alterações neurológicas transitórias: menos frequentes do que as lipotímias (perda dos sentidos, desmaio

ou desfalecimento devido à diminuição da oxigenação do sangue) estão os casos de cegueira fugaz,

escotomas cintilantes (pontos brilhantes na visão) e parestesias exóticas (sensações cutâneas como frio,

calor, formigamento e pressão nas mãos, braços, pés, pernas e face). São encontradas em pacientes com

queixas de enxaqueca e portadores de disritmias. Em uma a duas horas os sintomas costumam

desaparecer, deixando quase sempre, cefaléia residual de até 24 horas. Nestes casos, retira-se o anestésico

e muda-se o líquido esclerosante.

Lipotímias: são bastante comuns em pacientes com instabilidade emocional. A simples referência ao

sofrer de “pressão baixa” ou ao uso de tranquilizantes, leva a previsão de lipotímia com certa

regularidade. Quando ocorre, as manobras habituais de Valsalva costumam resolver em torno de um

minuto. As lipotímias são mais frequentes quando a aplicação é feita com o paciente em pé.

Locais:

Dor, pruridos, irritação cutânea e cãibras: o prurido geralmente melhora, assim como a sensação dolorosa,

com o exercício de dorsoflexão do pé, aumentando a velocidade de circulação, e o contato do esclerosante

fica mais diluído, diminuindo a dor no local.

Edema: a formação de edema nas imediações dos sítios submetidos à escleroterapia é uma intercorrência

verificada com certa frequência, principalmente quando tenham sido submetidos a tratamento de vasos

situados nas porções justamaleolares e/ou nas imediações do dorso do pé. A aplicação de compressas

úmidas e quentes nos locais alterados, aliada ao uso de antiinflamatório, de efeito sistêmico e/ou local, na

grande maioria dos casos tem sido suficiente para esta regressão.

Necrose cutânea: esta pode ocorrer com a injeção de qualquer agente esclerosante, até mesmo em

circunstâncias ideais, e não apresenta, necessariamente, um erro médico. A experiência clínica demonstra

que sua ocorrência é rara e, em geral, sem sequelas importantes.

Hiperpigmentação: até certo ponto, a pigmentação cutânea é uma ocorrência relativamente comum após a

escleroterapia de telangiectasias. Ainda que a etiologia dessa pigmentação não tenha sido adequadamente

estabelecida, sua incidência parece estar relacionada a múltiplos fatores, incluindo: cor da pele, diâmetro

do vaso, concentração da solução esclerosante, medicação concomitante, diminuição do ácido fólico,

depósito de hemosiderina, entre outros.

Trombose profunda: ocorre quando o processo inflamatório químico, passa do sistema superficial ao

profundo. É muito raro, e diminui ao máximo utilizando técnica correta.

Tromboflebites superficiais: caracteriza-se por ser uma condição comum, representada por uma trombose

venosa superficial e um processo inflamatório da parede venosa e dos tecidos vizinhos. É de evolução

benigna e complicações pouco frequentes. A causa mais comum é a de origem iatrogênica (relacionada ao

procedimento médico), são representadas pelas agressões químicas (soluções concentradas – agentes

esclerosantes) e mecânicas (punções e cateterizações).

Recidivas: as telangiectasias não recidivam necessariamente. Apenas se sucedem, continuada e

irregularmente, em obediência à determinação de sua etiologia desconhecida, mas de caráter genético, ao

que soma predisposições pessoais e fatores desencadeantes e agravantes.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis

pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE

AINDICADADESTE MEDICAMENTO?

Nas doses usuais indicadas pelo médico, não há relatos de superdosagem.

Em casos de superdosagem, reavalie a condição do paciente e institua o tratamento corretivo apropriado.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e

leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.