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Imussuprex

Bula do Imussuprex

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Laboratório

Ems

Referência

Azatioprina

Apresentação de Imussuprex

Comprimidos revestidos de 50 mg. Embalagens com 50 e 200 (EMB HOSP) comprimidos revestidos.

Imussuprex - Indicações

Imussuprex® é usado como antimetabólito imunossupressor isolado ou, com mais frequência, em combinação com outros agentes (normalmente corticosteroides), em procedimentos que influenciam a resposta imunológica. O efeito terapêutico pode ser evidente apenas após semanas ou meses, assim como pode compreender um efeito poupador de esteroide, reduzindo, dessa forma, a toxicidade associada com altas doses e o uso prolongado de corticosteroides. Imussuprex®, em combinação com corticosteroides e/ou outros agentes ou em procedimentos imunossupressores, é indicado no controle de pacientes submetidos a transplantes de órgãos, como transplante renal, cardíaco ou hepático, e na redução da quantidade de corticosteroides necessária aos pacientes que receberam transplante renal. Imussuprex®, isolado ou mais comumente em combinação com corticosteroides e/ou em outros procedimentos, tem sido usado com benefício clínico (que pode abranger redução de dose e/ou descontinuação do uso de corticosteroides) para certo número de pacientes com as seguintes patologias: -artrite reumatoide grave; -lúpus eritematoso sistêmico; -dermatomiosite/polimiosite; -hepatite crônica ativa autoimune; -pênfigo vulgar; -poliarterite nodosa; -anemia hemolítica autoimune; -púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) refratária crônica.

Contra-indicações de Imussuprex

Imussuprex® é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida à azatioprina ou a qualquer outro componente da fórmula. A hipersensibilidade à mercaptopurina deve alertar o médico quanto à provável hipersensibilidade a Imussuprex®. Gravidez e lactação Imussuprex® não deve ser administrado a pacientes grávidas, ou que pretendam engravidar, a não ser que os benefícios se sobreponham aos riscos. A evidência de teratogenicidade da azatioprina é duvidosa. Assim como em todas as quimioterapias citotóxicas, deve-se adotar medidas contraceptivas adequadas quando um dos parceiros recebe Imussuprex®. A mercaptopurina tem sido identificada no colostro e no leite de mães tratadas com azatioprina. Categoria D de risco na gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Advertências

Existem riscos potenciais no uso de Imussuprex®, que deve ser prescrito somente se houver possibilidade de controlar adequadamente seus efeitos tóxicos sobre o paciente durante todo o período de tratamento. Durante as oito primeiras semanas de tratamento, se forem usadas doses altas da medicação ou se houver manifestação de distúrbios renais e/ou hepáticos graves, deve-se realizar, semanalmente ou com maior frequência, hemogramas completos, inclusive plaquetometria. Posteriormente, no decorrer do tratamento, pode-se reduzir a frequência dos hemogramas, mas se recomenda a repetição mensal ou no mínimo trimestral desses exames. Deve-se instruir os pacientes em tratamento com Imussuprex® a relatar imediatamente toda evidência de infecção, contusão ou sangramento inesperados ou quaisquer outras eventuais manifestações de depressão da medula óssea. Há indivíduos com deficiência hereditária da enzima tiopurina metiltransferase (TPMT) que, em geral, podem ser mais sensíveis ao efeito mielossupressor da azatioprina e, desse modo, demonstram predisposição ao desenvolvimento rápido de depressão da medula óssea após o início do tratamento com Imussuprex®. Esse problema poderia agravar-se pela coadministração de drogas que inibem a TPMT, como olsalazina, mesalazina ou sulfassalazina. Relatou-se a possibilidade de haver relação entre a diminuição da atividade da TPMT e a existência de leucemias secundárias e de mielodisplasia em indivíduos que recebem mercaptopurina (metabólito ativo da azatioprina) em combinação com outros agentes citotóxicos (ver a seção Reações Adversas). Alguns laboratórios oferecem testes de deficiência de TPMT, que, entretanto, não se mostram eficientes na identificação de todos os pacientes sob risco de toxicidade grave. Dessa forma, é necessário efetuar monitoramento constante e hemogramas contínuos. Pacientes com insuficiência renal Há sugestões de que a toxicidade da azatioprina pode aumentar com a presença de insuficiência renal, mas estudos controlados não confirmaram essa possibilidade. Todavia, recomenda-se reduzir as dosagens usadas ao limite mínimo da faixa de doses terapêuticas e monitorar cuidadosamente a resposta hematológica. As dosagens devem ser reduzidas novamente caso ocorra toxicidade hematológica. Pacientes com insuficiência hepática É necessário ter cuidado durante a administração de Imussuprex® a pacientes com disfunção hepática. Deve-se realizar regularmente hemogramas completos e testes de função hepática. Nesses pacientes, o metabolismo da azatioprina pode ser prejudicado e sua dosagem deve, portanto, reduzir-se ao limite mínimo da faixa de doses terapêuticas. A dosagem deve ser novamente reduzida caso ocorra toxicidade hepática ou hematológica. Evidências limitadas sugerem que azatioprina não é benéfico para os pacientes com deficiência de hipoxantina- guanina fosforribosiltransferase (HGFRT), ou síndrome de Lesch-Nyhan. Portanto, devido ao metabolismo anormal desses pacientes, não é prudente prescrever Imussuprex®. Infecção pelo vírus da varicela-zóster A infecção pelo vírus da varicela-zóster (VZV) pode ser grave durante a administração de agentes imunossupressores. Antes de iniciar a administração de imunossupressores, o médico deve checar se o paciente tem histórico de infecção por varicela-zóster. Testes sorológicos podem ser úteis para determinar a existência de exposição anterior. Pacientes que não têm histórico de exposição ao vírus devem evitar contato com indivíduos que apresentam varicela-zóster ou herpes-zóster. Se o paciente for exposto ao VZV, deve-se tomar cuidados especiais para evitar que desenvolva varicela-zóster ou herpes-zóster, além de considerar a imunização passiva com imunoglobulina de varicela-zóster (VZIG). Se o paciente for infectado por VZV, deve-se tomar medidas apropriadas, como terapia antiviral e outras medidas de suporte. Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP) Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP), uma infecção oportunista causada pelo vírus JC, foi relatada em alguns pacientes que receberam azatioprina em combinação com outro agente imunossupressor. A terapia imunossupressora deve ser suspensa ao primeiro sinal ou sintomas de LMP e adequada avaliação médica deve ser realizada com o objetivo de estabelecer o diagnóstico. Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e de operar máquinas Não existem dados disponíveis sobre o efeito de azatioprina na habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não está previsto nenhum efeito prejudicial relativo à farmacologia da droga. Gravidez e lactação O tratamento da insuficiência renal crônica por meio de transplante renal com a administração de azatioprina tem sido relacionado ao aumento da fertilidade tanto dos homens quanto das mulheres que recebem transplante. Imussuprex® não deve ser administrado a pacientes grávidas ou que pretendem engravidar, a não ser que os benefícios se sobreponham aos riscos. A azatioprina e seus metabólitos têm sido encontrados, em baixas concentrações, no sangue fetal e no fluido amniótico após a administração de azatioprina à futura mãe. Há ocorrências de leucopenia e/ou trombocitopenia em certo número de neonatos cujas mães utilizaram azatioprina durante a gravidez. Deve-se ressaltar a necessidade de cuidados adicionais no monitoramento hematológico no período de gestação. A mercaptopurina tem sido identificada no colostro e no leite de mães tratadas com azatioprina. Categoria D de risco na gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. Teratogenicidade, mutagenicidade e reprodução A evidência de teratogenicidade de azatioprina é duvidosa. Assim como em todas as quimioterapias citotóxicas, deve-se adotar medidas contraceptivas adequadas quando um dos parceiros recebe Imussuprex®. Houve relatos de nascimentos prematuros ou de bebês que nasceram abaixo do peso após a exposição materna a azatioprina, particularmente em combinação com corticosteroides. Também houve relatos de abortos espontâneos após a exposição materna ou paterna a azatioprina. Demonstrou-se a ocorrência de anormalidades cromossômicas em pacientes de ambos os sexos tratados com azatioprina. É difícil analisar o papel desse medicamento no desenvolvimento de tais anormalidades. Registraram-se também anormalidades cromossômicas em linfócitos de descendentes de pacientes tratados com Imussuprex® que, porém, desaparecem com o tempo. Exceto em casos extremamente raros, não se observou nenhuma evidência conhecida de anormalidade física em descendentes de pacientes tratados com azatioprina. A azatioprina e a radiação ultravioleta tiveram efeitos clastogênicos sinérgicos sobre pacientes que usaram esse fármaco para tratar uma variedade de doenças. Carcinogenicidade (ver a seção Reações Adversas) Os pacientes que recebem tratamento imunossupressor correm risco maior de desenvolver linfomas não- Hodgkin e outras malignidades, principalmente câncer de pele (melanoma e não melanoma), sarcoma (Kaposi e não- Kaposi) e câncer de colo de útero in situ. O risco parece relacionar-se mais à intensidade e à duração da imunossupressão do que ao uso de algum agente específico. Houve relatos de que a redução ou a descontinuação da imunossupressão pode estar ligada à regressão parcial ou completa de linfomas não-Hodgkin e sarcomas de Kaposi. Os pacientes que recebem múltiplos agentes imunossupressores podem correr risco de imunossupressão excessiva; portanto, deve-se manter a terapia com a dosagem mínima eficaz. Como geralmente acontece com os pacientes sob risco maior de desenvolver câncer de pele, a exposição aos raios solares e à luz ultravioleta deve ser evitada, assim como se recomenda o uso de roupas protetoras e de bloqueador solar com alto fator de proteção. Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Interações medicamentosas de Imussuprex

Alopurinol/oxipurinol/tiopurinol A atividade da xantina oxidase é inibida por alopurinol, oxipurinol e/ou tiopurinol, o que resulta na redução da conversão do ácido tioinosínico, biologicamente ativo, em ácido 6-tioúrico, biologicamente inativo. Quando se administram o alopurinol, o oxipurinol e/ou o tiopurinol concomitantemente com a mercaptopurina ou com Imussuprex® a dose de ambos deve ser reduzida para um quarto da original. Agentes de bloqueio neuromuscular Imussuprex® pode potencializar o bloqueio neuromuscular produzido por agentes despolarizantes, como a succinilcolina, e reduzir o bloqueio produzido por agentes não despolarizantes, como a tubocurarina. Há considerável variação da potência dessa interação. Varfarina Segundo relatos, o efeito anticoagulante da varfarina é inibido na administração conjunta com Imussuprex®. Agentes citostáticos/mielossupressores Quando possível, deve-se evitar a administração concomitante de drogas citostáticas e de drogas que possam ter efeito mielossupressor, como a penicilamina. São conflitantes os dados clínicos sobre a interação entre azatioprina e cotrimoxazol, que poderia resultar em grave anormalidade hematológica. Um relato sugeriu a possibilidade de ocorrência de anormalidades hematológicas com a administração concomitante de azatioprina com captopril. Sugeriu-se também que a cimetidina e a indometacina podem ter efeitos mielossupressores que talvez aumentem com a administração concomitante com azatioprina. Aminossalicilatos Existem evidências in vitro de que os derivados de aminossalicilatos (por exemplo olsalazina, mesalazina e sulfassalazina) inibem a enzima TPMT (tiopurina metiltransferase), portanto eles devem ser administrados com cuidado a pacientes em terapia com Imussuprex® (ver a seção Advertências e Precauções). Vacinas A atividade imunossupressora de Imussuprex® pode resultar em resposta atípica e potencialmente deletéria a vacinas vivas. Dessa forma, a administração de vacinas vivas a pacientes sob terapia com Imussuprex® é, teoricamente, contraindicada. Observou-se redução da resposta a vacinas com agentes inativos, semelhante à resposta à vacina contra hepatite B, em alguns pacientes tratados com uma combinação de azatioprina com corticosteroides. Um pequeno estudo clínico apontou que as doses terapêuticas habituais de azatioprina não afetam de forma deletéria a resposta a vacinas polivalentes contra pneumococos, de acordo com a avaliação da concentração média de anticorpos específicos anticapsulares. Outras interações Há evidências de que a furosemida pode prejudicar in vitro o metabolismo da azatioprina pelo tecido hepático humano. A relevância clínica desse achado ainda é desconhecida.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Imussuprex

Não existem documentações clínicas atuais sobre o efeito de azatioprina que possam servir como base para determinar com precisão a frequência da ocorrência de efeitos adversos. Os seguintes parâmetros têm sido utilizados na classificação das reações adversas:
Reações muito comuns=> 10
Reações comuns=> 10 < 1/10
Reações incomuns=> 1/1.000 e < 1/100
Reações raras=> 10.000 e < 1/1.000
Reações muito comuns< 1/10.000
Reações muito comuns (=> 1/10) -infecções virais, fúngicas e bacterianas (inclusive infecções graves e atípicas, como varicela e herpes-zóster, e as causadas por outros agentes infecciosos) em pacientes transplantados que recebem azatioprina como monoterapia ou em combinação com outros imunossupressores, particularmente corticosteroides; -depressão da função da medula óssea, mais frequentemente expressa como leucopenia*. Reação comum (=> 1/100 e < 1/10) - trombocitopenia*. Reações incomuns (=> 1/1.000 e < 1/100) -infecções virais, fúngicas e bacterianas em outros grupos de pacientes (não transplantados) -anemia*; -hipersensibilidade; -pancreatite, particularmente em pacientes que receberam transplante renal e apresentam doença inflamatória intestinal; -colestase e deterioração das provas de função hepática. Reações raras (=> 1/10.000 e < 1/1.000) -neoplasias, inclusive linfomas não-Hodgkin, câncer de pele (melanoma e não melanoma), sarcomas (Kaposi e não- Kaposi), câncer de colo de útero in situ, leucemia mieloide aguda e mielodisplasia; -agranulocitose, pancitopenia, anemia aplástica*; -anemia megaloblástica, hipoplasia eritrocítica. A azatioprina está associado a aumentos reversíveis e dependentes de dose do volume médio corpuscular e do conteúdo de hemoglobina dos glóbulos vermelhos -danos hepáticos potencialmente fatais, associados à administração crônica de azatioprina e raramente descritos entre pacientes transplantados; -alopecia. Reações muito raras (< 1/10.000) -síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica; -pneumonite reversível; -náusea, que pode ser aliviada com a administração dos comprimidos após as refeições; -colite, diverticulite e perfuração do intestino (em pacientes transplantados); -diarreia grave (em pacientes com doenças inflamatórias intestinais); -relatos de JC vírus associado à leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) foi relatada após o uso de azatioprina em combinação com outros agentes imunossupressores (ver Precauções e Advertências). * A azatioprina pode estar associada à depressão dependente de dose, em geral reversível, da função da medula óssea, expressa com mais frequência como leucopenia, algumas vezes como anemia e trombocitopenia e raramente como agranulocitose, pancitopenia e anemia aplástica. Isso ocorre particularmente em pacientes predispostos a mielotoxicidade, assim como em pacientes com deficiência da enzima tiopurina metiltranferase (TPMT) e insuficiência renal ou hepática e em pacientes que não responderam à redução da dose de azatioprina quando em terapia concomitante com alopurinol. Em casos de eventos adversos, notifique o Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Imussuprex - Posologia

Modo de usar Uso exclusivamente oral. Posologia Adultos Transplante A posologia depende do regime imunossupressor adotado. Em geral, recomenda-se uma dose de até 5 mg por quilo de peso corporal no primeiro dia, administrada por via oral. A dose de manutenção pode variar entre 1 e 4 mg por quilo de peso corporal por dia, também por via oral, e deve ser ajustada de acordo com as necessidades clínicas e com a tolerância hematológica. As evidências disponíveis parecem indicar que o tratamento com azatioprina deve ser mantido indefinidamente, mesmo que sejam necessárias apenas doses baixas, devido ao risco de rejeição ao transplante. Outras indicações A dose inicial, geralmente, é de 1 a 3 mg por quilo de peso corporal por dia e deve ser ajustada dentro desses limites, conforme a resposta clínica (que pode evidenciar-se em semanas ou meses) e a tolerância hematológica. Quando a resposta terapêutica for evidente, deve-se considerar a redução da dose de manutenção até o nível mais baixo compatível com a continuidade da resposta. Se não ocorrer nenhuma melhora das condições do paciente em três meses, deve-se considerar a suspensão de Imussuprex®. A dose de manutenção necessária pode variar de menos de 1 a 3 mg por quilo de peso corporal por dia, conforme a condição clínica do paciente durante o tratamento e a resposta individual, o que inclui a tolerância hematológica. Crianças: Transplantes e outras indicações. Deve-se seguir as mesmas dosagens indicadas para adultos. Idosos Não existem muitos dados relativos à experiência clínica de uso de azatioprina em pacientes idosos. Embora os dados disponíveis não gerem evidências de que a incidência de reações adversas em pacientes idosos seja maior do que entre os demais pacientes tratados com Imussuprex®, recomenda-se que as dosagens usadas sejam as menores possíveis dentro da faixa indicada. Deve-se tomar cuidado especial ao monitorar a resposta hematológica e ao reduzir a dose de manutenção até o mínimo necessário para obtenção da resposta clínica. Pacientes com insuficiência renal e/ou hepática Para os pacientes com insuficiência renal e/ou hepática, as doses devem estar no limite mínimo da faixa recomendada (ver a seção Advertências e Precauções). Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Superdosagem

Infecção sem causa aparente, ulceração na garganta, contusão e sangramento são os principais sinais de superdosagem de Imussuprex® e resultam da depressão da medula óssea, que pode ser máxima após o período de 9 a 14 dias. Esses sinais têm maior possibilidade de manifestar-se em razão de superdosagem crônica do que de uma única superdosagem. Houve o relato de um paciente que ingeriu dose única de 7,5 g de azatioprina. Os efeitos tóxicos imediatos dessa superdosagem consistiram em náuseas, vômitos e diarreia, seguidos de leucopenia moderada e de anormalidades moderadas da função hepática. A recuperação ocorreu sem problemas. Não há antídoto específico. A lavagem gástrica seguida de monitoramento, inclusive hematológico, se faz necessária para permitir o rápido tratamento de qualquer reação adversa que possa desenvolver-se. A importância da diálise para pacientes que fizeram uso de dose excessiva de Imussuprex® é desconhecida, embora a azatioprina seja parcialmente dialisável. Não há dados específicos sobre a tolerância de Imussuprex® em pacientes idosos. Deve-se observar as mesmas precauções adotadas para adultos. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas A azatioprina é um derivado imidazólico da mercaptopurina. Não se definiu claramente a atividade do radical metilnitroimidazol, um metabólito da azatioprina. Todavia, em vários sistemas, ele parece modificar a atividade desse fármaco em comparação com a molécula de mercaptopurina. As concentrações plasmáticas da azatioprina e da mercaptopurina não estão bem correlacionadas com a eficácia terapêutica e a toxicidade da azatioprina e, portanto, não têm valor prognóstico. Embora os mecanismos precisos de ação ainda não tenham sido elucidados, alguns desses mecanismos sugeridos incluem: -liberação da mercaptopurina, que age como antimetabólito da purina; -possível bloqueio de grupos SH por alquilação; -inibição de diversas vias na biossíntese de ácidos nucleicos, o que impede a proliferação de células envolvidas na determinação e na ampliação da resposta imunológica; -dano ao ácido desoxirribonucleico (DNA) pela incorporação de tioanálogos da purina. Devido a esses mecanismos, o efeito terapêutico de Imussuprex® pode tornar-se evidente apenas após semanas ou meses de tratamento. Propriedades farmacocinéticas Absorção Na administração oral, a azatioprina é bem absorvida no trato gastrintestinal superior. Distribuição Estudos em camundongos com a 35S-azatioprina não mostraram concentrações anormalmente elevadas em nenhum tecido em particular; entretanto, uma pequena concentração de 35S foi encontrada no cérebro. Os nucleotídeos formados pela metabolização da azatioprina não atravessam as membranas celulares e, por essa razão, não circulam nos fluidos corporais. Metabolismo A azatioprina é rapidamente metabolizada in vivo, gerando mercaptopurina e um radical de metilnitroimidazol. A molécula de mercaptopurina cruza prontamente as membranas celulares e se converte intracelularmente em uma série de tioanálogos da purina, que incluem seu principal nucleotídeo ativo, o ácido tioinosínico. A taxa de conversão varia de um indivíduo para outro. A oxidação da mercaptopurina ao metabólito inativo, o ácido tiúrico, é catalisada pela xantina oxidase, enzima inibida pelo alopurinol. Eliminação A mercaptopurina é eliminada principalmente como metabólito oxidado inativo, na forma de ácido tiúrico, independentemente de ser administrada de forma direta ou de ser derivada in vivo da azatioprina.

Resultados de eficácia

Resultados do estudo mostram que sessenta pacientes (83 %) permaneceram em remissão ao receber o azatioprina, isolada, para uma média de 67 meses (variação 12-128). Das 48 biópsias de fígado de acompanhamento em 42 pacientes, 45 mostraram a doença inativa ou mínima, e 3 mostraram doença moderada (2, após um ano de terapia e 1 depois de oito anos). O efeito adverso mais comum foi artralgia (em 38 pacientes). Em um grupo que utilizou maior dose de azatioprina, quatro pacientes apresentaram mielossupressão, definida como uma diminuição nos leucócitos e plaquetas para menos de 4000 e 150 mil por milímetro cúbico, respectivamente. Dois destes pacientes (ambos com pancitopenia) apresentaram recaída quando a azatioprina foi retirada, nos outros dois, a remissão foi mantida com a reintrodução de prednisona. Desenvolveu-se linfopenia em 32 dos 56 pacientes tratados com 2 mg de azatioprina / kg / dia por mais de dois anos. Durante a fase de acompanhamento, nove pacientes evoluíram à óbito: um por insuficiência hepática e oito de causas não diretamente relacionadas à doença hepática. Conclui-se, então, que muitos pacientes com hepatite autoimune que tenham estado em remissão completa por pelo menos um ano com a prednisona e azatioprina podem permanecer em remissão através da administração de uma maior dose de azatioprina, isolada. [1] Em outro estudo, foi feita uma revisão de literatura, indicando que a remissão é uma normalização completa de todos os parâmetros inflamatórios incluindo histologia. Isto é, de fato, o objetivo de todos os regimes de tratamento e que garante o melhor prognóstico. A remissão pode ser sustentada com monoterapia com azatioprina de 2 mg/kg. A remissão pode ser alcançada em 65 de 75% dos pacientes após 24 meses de tratamento.

Armazenagem

Mantenha o medicamento na embalagem original, conservar à temperatura ambiente (15 à 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco. O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação, impressa na embalagem externa do produto. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Características físicas e organolépticas Comprimido revestido, circular, cor amarela, biconvexo e liso. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

Registro MS nº. 1.0583.0003 Farm. Resp.: Drª Maria Geisa Pimentel de Lima e Silva CRF-SP nº. 8.082 Registrado por: GERMED FARMACÊUTICA LTDA. Rod. Jornalista F.A. Proença, Km 08 Bairro Chácara Assay – Hortolândia/SP CEP: 13.186-901 CNPJ: 45.992.062/0001-65 INDÚSTRIA BRASILEIRA Fabricado por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA Manaus/AM Embalado por: EMS S/A Hortolândia/SP

Imussuprex - Bula para o Paciente

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO? Imussuprex® pertence a um grupo de medicamentos chamados de imunossupressores. Esses medicamentos diminuem a força do sistema de proteção e defesa do organismo, o que é necessário quando o corpo se defende de agressores de forma excessiva, inadequada ou indesejável. Em outras palavras como imunossupressor, Imussuprex® é indicado para ajudar o corpo a enfrentar algumas doenças denominadas autoimunes, nas quais o organismo reage contra si mesmo, passando a atacar e prejudicar os próprios órgãos. Também é usado em caso de transplante de órgãos (por exemplo, rim, coração ou fígado), para evitar a rejeição do órgão transplantado. Algumas das doenças autoimunes são: -artrite reumatoide grave; -lúpus eritematoso sistêmico; -dermatomiosite/polimiosite; -hepatite crônica ativa autoimune; -pênfigo vulgar; -poliarterite nodosa; -anemia hemolítica autoimune; -púrpura trombocitopênica idiopática refratária crônica. Seu médico optou por este medicamento para atender você e sua condição. Imussuprex® pode ser usado isoladamente, como terapia única, mas é receitado com mais frequência em combinação com outros medicamentos. 2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA? A substância ativa de Imussuprex® é a azatioprina, um derivado da mercaptopurina. Os mecanismos pelos quais essa substância age, reduzindo as reações de defesa do organismo e a força do sistema imunológico (de proteção), ainda não foram esclarecidos com precisão. O efeito terapêutico de Imussuprex® pode tornar-se evidente apenas após semanas ou meses de tratamento. 3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? Imussuprex® não é indicado para pacientes que têm sensibilidade conhecida à azatioprina (substância ativa) ou a qualquer outro componente do medicamento. É mais provável que os pacientes que apresentam sensibilidade à mercaptopurina manifestem sensibilidade também a Imussuprex®. Gravidez e lactação: Imussuprex® não deve ser administrado a pacientes grávidas ou que pretendam engravidar, a não ser que os benefícios avaliados pelo médico sejam maiores que os riscos para o feto. Como acontece com todos os medicamentos quimioterápicos, a mulher deve adotar medidas adequadas para evitar a gravidez durante o tratamento (dela ou do parceiro) com Imussuprex®. A mercaptopurina, substância presente na fórmula de Imussuprex®, foi identificada no leite materno. Categoria D de risco na gravidez Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento. 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO? Não tome Imussuprex® nos seguintes casos: -se você for alérgico a Imussuprex® ou a qualquer outro componente deste medicamento; -se você for alérgico a Purinethol® (mercaptopurina), medicamento semelhante a Imussuprex®. Informe seu médico ou farmacêutico antes de tomar Imussuprex®: -se você está grávida ou amamentando; -se você está planejando ter um bebê, discuta isso com seu médico; -se você sofre de doença nos rins ou no fígado; -se você é portador de uma condição em que seu corpo produz muito pouco de uma substância química natural chamada tiopurina metiltransferase (TPMT); -se você sofre da condição conhecida como síndrome de Lesch-Nyhan; -se você alguma vez já teve catapora ou herpes-zóster. Não deixe de conversar com seu médico antes de tomar qualquer vacina. Imussuprex® pode afetar os efeitos da vacina ou a sua reação a ela. Não quebre os comprimidos de Imussuprex® antes de tomá-los. Se você (ou a pessoa que cuida de você) tocar os comprimidos quebrados ou cobertos com pó, não deixe de lavar as mãos imediatamente. É importante que as pessoas que cuidam dos doentes fiquem cientes da necessidade de manusear com segurança este medicamento. Peça o conselho de seu médico ou farmacêutico. Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e de operar máquinas: Não existem dados disponíveis sobre o efeito de Imussuprex® na habilidade de dirigir veículos ou de operar máquinas. Verifique a forma como Imussuprex® afeta você antes de executar essas atividades. Gravidez e lactação: O médico não deve receitar Imussuprex® se você estiver grávida ou pretender engravidar, a não ser que os benefícios avaliados por ele sejam maiores que os riscos para o feto. Assim como acontece com todos os medicamentos quimioterápicos, você deve adotar medidas adequadas para evitar a gravidez durante o tratamento (seu ou de seu parceiro) com Imussuprex®. Há relatos de nascimentos prematuros e de bebês que nasceram abaixo do peso normal depois que a mãe usou azatioprina, particularmente em combinação com corticosteroides. Há também relatos de abortos espontâneos após a exposição da mãe ou do pai a azatioprina. A substância mercaptopurina foi identificada no leite de mães que recebiam tratamento com azatioprina. Categoria D de risco na gravidez Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. Os pacientes que recebem tratamento com imunossupressores, como Imussuprex®, correm risco maior de desenvolver linfomas não-Hodgkin e outras malignidades, principalmente câncer de pele (melanoma e não melanoma), sarcoma (Kaposi e não-Kaposi) e câncer de colo de útero. Como geralmente acontece com os pacientes que correm risco maior de desenvolver câncer de pele, recomenda-se evitar a exposição aos raios do sol e à radiação ultravioleta; portanto você deve vestir roupas que bloqueiem a luz solar e usar protetor solar com alto fator de proteção. Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento. Interações medicamentosas Informe seu médico, o mais rapidamente possível, caso você esteja sendo tratado com algum dos seguintes medicamentos: -penicilamina (usada principalmente no tratamento da artrite reumatoide); -captopril (usado principalmente no tratamento da pressão alta); -cimetidina (usada no tratamento de úlceras do estômago e indigestão); -indometacina (usada como analgésico e anti-inflamatório); -cotrimoxazol, também conhecido como Bactrim® (usado para tratar infecções); -alopurinol, oxipurinol ou tiopurinol (usados principalmente no tratamento de gota); -tubocurarina, succinilcolina (utilizadas durante a anestesia); -furosemida (pode ser usada para reduzir o inchaço causado pelo excesso de líquido); -varfarina (usada para prevenir coágulos sanguíneos); -mesalazina, olsalazina ou sulfassalazina (usadas principalmente para tratar a colite ulcerativa). A atividade imunossupressora de Imussuprex® pode resultar em uma reação prejudicial a vacinas vivas. Dessa forma, você deve evitar esse tipo de vacina enquanto estiver em tratamento com Imussuprex®. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. 5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO? Mantenha o medicamento na embalagem original, conservar à temperatura ambiente (15 à 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Características físicas e organolépticas Comprimido revestido, circular, cor amarela, biconvexo e liso. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso você observe alguma mudança no aspecto do medicamento que ainda esteja no prazo de validade, consulte o médico ou o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. 6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? Modo de usar: Uso exclusivamente oral. É importante tomar o medicamento na hora certa. Você deve tomá-lo da maneira como seu médico ensinou. Engula o comprimido inteiro, não o quebre. Posologia: A quantidade de Imussuprex® pode ser muito diferente para cada pessoa. A sua dose vai depender da condição que seu médico está tratando. O médico lhe dirá quanto tempo deve durar o seu tratamento. Não pare de usar o medicamento antes da hora recomendada. De tempos em tempos, enquanto você estiver tomando Imussuprex®, o médico vai solicitar um exame de sangue para verificar sua contagem de células sanguíneas e alterar a dose do medicamento se necessário. Adultos Transplantes: Conforme o regime imunossupressor adotado, seu médico pode recomendar uma dose de até 5mg por quilo de peso corporal, por via oral, no primeiro dia. A dose de manutenção pode variar entre 1 e 4 mg por quilo de peso corporal por dia, por via oral, e seu médico deve ajustá-la de acordo com suas necessidades clínicas e com a tolerância hematológica. As evidências disponíveis parecem indicar que o tratamento com Imussuprex® deve ser mantido indefinidamente, mesmo que sejam necessárias só doses baixas, devido ao risco de rejeição ao transplante. Outras indicações: A dose inicial, geralmente, é de 1 a 3 mg por quilo de peso corporal por dia, e o médico deve ajustá-la dentro desses limites, conforme a reação clínica (que pode manifestar-se em semanas ou meses) e a tolerância hematológica. Quando o resultado do tratamento se tornar evidente, o médico deve considerar a redução da dose de manutenção até o nível mais baixo possível para sustentar esse resultado. Se você não tiver nenhuma melhora em três meses, o médico deve considerar a suspensão do tratamento com Imussuprex®. A dose de manutenção necessária pode variar de menos de 1 a 3mg por quilo de peso corporal por dia, dependendo da sua condição clínica durante o tratamento da melhora dos sintomas e da tolerância hematológica. Crianças Transplantes e outras indicações: O médico deve seguir as mesmas dosagens indicadas para adultos. Idosos: Não existem muitos dados sobre experiências clínicas com a administração de Imussuprex® a pacientes idosos. Embora os dados disponíveis não representem evidências de que a ocorrência de reações adversas entre os idosos seja maior do que entre os pacientes tratados com Imussuprex®, recomenda-se que as dosagens usadas sejam as menores possíveis dentro da faixa indicada. O médico deve tomar cuidado especial ao monitorar a resposta hematológica (reações do sangue) e reduzir a dose de manutenção até o mínimo necessário para melhora dos sintomas. Pacientes com insuficiência renal e/ou hepática: Para os pacientes com insuficiência renal e/ou hepática, o médico deve manter as doses no limite mínimo da faixa recomendada. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado. 7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO? Se você se esquecer de uma dose de Imussuprex®, não tome comprimidos extras para compensar a dose ou as doses perdidas. Assim que se lembrar, tome o comprimido seguinte na hora habitual e continue o tratamento como antes. Fale com o médico o mais rapidamente possível sobre as doses que você se esqueceu de tomar. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista. 8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR? Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): -infecções por vírus, fungos e bactérias (inclusive infecções graves e incomuns, como catapora eherpes-zóster, e as causadas por outros agentes infecciosos) em pacientes transplantados que recebem azatioprina isolado ou em combinação com outros medicamentos imunossupressores; -diminuição das células brancas do sangue (células de defesa) devido ao comprometimento da função da medula óssea. Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): -diminuição do número de plaquetas do sangue, que são as células responsáveis pela coagulação sanguínea. Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): -infecções por vírus, fungos e bactérias em outros grupos de pacientes (que não receberam transplante); -anemia; -hipersensibilidade; -inflamação do pâncreas, particularmente em pacientes que receberam transplante de rim e apresentam doença inflamatória intestinal; -colestase, que é a diminuição do fluxo de bile (líquido produzido pelo fígado), e comprometimento das funções do fígado. Reações raras (ocorrem de 0,01% a 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): -neoplasias (tumores), inclusive linfomas não-Hodgkin, câncer de pele (melanoma e não melanoma), sarcomas (Kaposi e não-Kaposi), câncer de colo de útero, leucemia mieloide aguda e mielodisplasia; -doenças graves do sangue, como agranulocitose, pancitopenia, anemia aplástica, anemia megaloblástica e hipoplasia eritrocítica; -danos ao fígado, potencialmente fatais; -queda de cabelos; -relatos de JC vírus associado à leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) foi relatada após o uso de azatioprina em combinação com outros agentes imunossupressores. Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento) -Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, que são reações alérgicas graves da pele, muitas vezes fatais; -Inflamação reversível dos pulmões; -Náusea (enjoo), que pode ser aliviada com a administração dos comprimidos de Imussuprex® após as refeições; -Inflamações do intestino, como colite, diverticulite e perfuração; -Diarreia grave (em pacientes com doenças inflamatórias intestinais). Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento. 9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO? Os principais sinais de superdosagem de Imussuprex® são infecções sem causa aparente, úlceras na garganta, contusão e sangramento. Houve o relato de um paciente que ingeriu dose única de 7,5 g de azatioprina. Os efeitos tóxicos imediatos foram náuseas, vômitos e diarreia, seguidos de diminuição moderada das células de defesa do sangue e de anormalidades moderadas da função do fígado. A recuperação ocorreu sem problemas. A lavagem do estômago, seguida de monitoramento pelo médico, inclusive do sangue, é necessária para permitir o rápido tratamento de qualquer reação adversa provocada por superdosagem. Se você tomar acidentalmente muitos comprimidos deste medicamento, informe seu médico ou farmacêutico ou entre em contato, quanto antes, com o serviço de emergência do hospital mais próximo. Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento se possível. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações sobre como proceder.