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Trinodazol Nistatina

Bula do Trinodazol Nistatina

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BULA COMPLETA DO TRINODAZOL NISTATINA PARA O PACIENTE

TRINODAZOL NISTATINA

Geolab Indústria Farmacêutica S/A

Creme Vaginal

100mg/g + 20.000UI/g

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MODELO DE BULA PARA O PACIENTE

Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o medicamento

.

Trinodazol nistatina

metronidazol + nistatina

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Creme vaginal de 100mg/g + 20.000UI/g: Embalagem contendo 1 bisnaga de 50g, acompanhada de 10 aplicadores

descartáveis.

USO GINECOLÓGICO

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada g do creme vaginal contém:

metronidazol......................................................................................................................................................................100mg

nistatina..........................................................................................................................................................................20.000UI

Excipientes: propilenoglicol, metilparabeno, propilparabeno, ureia, oleato de decila, álcool cetoestearílico, álcool

cetoestearílico etoxilado, monoestearato de glicerila, petrolato líquido, simeticona e água purificada.

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Trinodazol nistatina é indicado para o tratamento de vaginites (inflamação na vagina) específicas por Trichomonas

vaginalis, Candida albicans ou por associação de ambos.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Trinodazol nistatina é um anti-infeccioso de uso local que apresenta atividade antiparasitária e antimicrobiana.

A absorção máxima ocorre entre 8 á 12 horas.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Trinodazol nistatina não deve ser usado se você já teve alergia ao metronidazol ou outro derivado imidazólico, à nistatina

e/ou aos demais componentes do produto.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes pediátricos

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Advertências e Precauções

O uso de Trinodazol nistatina em tratamento com duração prolongada deve ser cuidadosamente avaliado.

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Caso o tratamento com metronidazol, por razões especiais, necessite de uma duração maior do que a geralmente

recomendada, procure seu médico para realizar regularmente testes sanguíneos, principalmente contagem de leucócitos. Seu

médico irá monitorá-la quanto ao aparecimento de reações adversas como neuropatia (doença que afeta um ou vários

nervos) central ou periférica, por exemplo: parestesia (sensação anormal como ardor, formigamento e coceira, percebidos na

pele e sem motivo aparente), ataxia (falta de coordenação dos movimentos), tontura e convulsões.

Trinodazol nistatina pode provocar escurecimento da urina devido aos metabólitos de metronidazol.

Durante a menstruação, o tratamento com Trinodazol nistatina não é afetado. Se houver previsão de início do próximo

ciclo menstrual, antes do término do tratamento prescrito pelo médico, recomenda-se, quando possível, postergar o início do

tratamento para o dia seguinte ao término do ciclo menstrual. Caso o tratamento não esteja no início, complete-o até o seu

término.

Você não deve ingerir bebidas alcoólicas ou medicamentos que contenham álcool em sua formulação durante e no mínimo

1 dia após o tratamento com metronidazol, devido à possibilidade de efeito antabuse [aparecimento de rubor (vermelhidão),

vômito e taquicardia (aceleração do ritmo cardíaco)].

A nistatina pode danificar preservativos de látex e, por isso, precauções contraceptivas adicionais são necessárias durante o

tratamento.

Populações especiais

Não há advertências e recomendações especiais sobre o uso adequado desse medicamento em pacientes idosas.

Pacientes com encefalopatia hepática (disfunção do sistema nervoso central em associação com falência hepática) devem ter

cautela quanto ao uso do Trinodazol nistatina. Siga a orientação do seu médico.

Pacientes com doença severa do sistema nervoso central e periférico, aguda ou crônica, devem ter cautela ao aplicar o

Trinodazol nistatina, devido ao risco de agravamento do quadro neurológico. Siga a orientação do seu médico.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas caso estes sintomas ocorram: confusão, tontura, alucinações, convulsões

OU ALTERAçõES VISUAIS. (VIDE ITEM QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?)

O uso de metronidazol durante a gravidez deve ser cuidadosamente avaliado visto que atravessa a barreira placentária e seus

efeitos sobre a organogênese fetal humana (formação das células que estão formando o feto) ainda são desconhecidos.

Visto que o metronidazol é excretado no leite materno, a exposição desnecessária ao medicamento deve ser evitada.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Interações Medicamentosas

Álcool: bebidas alcoólicas e medicamentos contendo álcool não devem ser ingeridos durante o tratamento com

metronidazol e no mínimo 1 dia após o mesmo, devido à possibilidade de reação do tipo dissulfiram (efeito antabuse), com

aparecimento de rubor, vômito e taquicardia.

Dissulfiram: foram relatadas reações psicóticas em pacientes utilizando concomitantemente metronidazol e dissulfiram.

Terapia com anticoagulante oral (tipo varfarina): potencialização do efeito anticoagulante e aumento do risco

hemorrágico. O médico deve monitorar o tempo de protrombina com maior frequência e realizar ajuste posológico da

terapia anticoagulante.

Lítio: os níveis no plasma de lítio podem ser aumentados pelo metronidazol. O médico deve monitorar as concentrações

plasmáticas de lítio, creatinina e eletrólitos enquanto durar o tratamento com metronidazol.

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Ciclosporina: risco de aumento dos níveis no plasma de ciclosporina. Os níveis plasmáticos de ciclosporina e creatinina

devem ser rigorosamente monitorizados quando a administração concomitante é necessária.

Fenitoína ou fenobarbital: aumento da eliminação de metronidazol, resultando em níveis no plasma reduzidos.

5-fluorouracil: o uso concomitante com metronidazol aumenta a sua toxicidade.

Bussulfano: os níveis no plasma de bussulfano podem ser aumentados pelo metronidazol, o que pode levar a uma severa

toxicidade do bussulfano.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Trinodazol nistatina deve ser mantido em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC), protegido da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas:

Trinodazol nistatina apresenta-se na forma de creme amarelado e homogêneo.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma

mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Modo de Aplicação

1. Remover a tampa da bisnaga e rosqueá-la no aplicador (calibrado para 5

gramas).

2. Pressionar a base da bisnaga até encher completamente o aplicador;

excedendo apenas um pouco na ponta, para facilitar a aplicação.

3. Retirar a bisnaga e fechá-la novamente.

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4. Introduzir o aplicador profundamente na cavidade vaginal e empurrar o

êmbolo até esvaziar completamente o aplicador. Para facilitar a aplicação,

recomenda-se que a paciente esteja deitada, com as pernas elevadas.

Posologia

Fazer 1 aplicação de preferência à noite, ao deitar-se, durante 10 dias. Cada aplicação (5g de creme vaginal) contém 500mg

de metronidazol e 24,4mg (100.000UI) de nistatina.

Não há estudos dos efeitos de Trinodazol nistatina administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e

para eficácia deste medicamento, o uso deve ser somente ginecológico, conforme orientação do seu médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Caso esqueça de uma aplicação, faça-a assim que possível. No entanto, se estiver próximo do horário da aplicação seguinte,

espere por este horário respeitando sempre o intervalo determinado pela posologia. Nunca faça duas aplicações ao mesmo

tempo.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento).

• Reações adversas atribuídas ao metronidazol

Distúrbios gastrintestinais: dor epigástrica (dor de estômago), náusea, vômito, diarreia, mucosite oral (inflamação dos

tecidos moles da boca), alterações no paladar incluindo gosto metálico, anorexia (redução ou perda do apetite), casos

reversíveis de pancreatite (inflamação do pâncreas), descoloração da língua/sensação de língua áspera (devido ao

crescimento de fungos, por exemplo).

Distúrbios no sistema imunológico: angioedema (presença de edema de pele, mucosas ou vísceras, acompanhadas de

urticárias), choque anafilático (reação alérgica grave).

Distúrbios do sistema nervoso: neuropatia sensorial periférica, dores de cabeça, convulsões, tontura, relatos de

encefalopatia (por exemplo, confusão) e síndrome cerebelar subaguda - por exemplo, ataxia, disartria (dificuldade de

articular as palavras), alteração da marcha (dificuldade de andar), nistagmo (movimento involuntário, rápido e repetitivo do

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globo ocular) e tremor, que podem ser resolvidos com a descontinuação do tratamento com o medicamento, meningite

asséptica (inflamação nas membranas e tecidos que envolvem o cérebro sem causa infecciosa).

Distúrbios psiquiátricos: alterações psicóticas incluindo confusão e alucinações, humor depressivo.

Distúrbios visuais: alterações visuais transitórias como diplopia (visão dupla), miopia (visão curta), visão borrada,

diminuição da acuidade (qualidade) visual, alteração da visualização das cores, neuropatia óptica /neurite (inflamação do

nervo óptico).

Distúrbios no sangue e no sistema linfático: foram relatados casos de agranulocitose (diminuição acentuada na contagem

de células brancas do sangue), neutropenia (diminuição do número de neutrófilos no sangue) e trombocitopenia (diminuição

no número de plaquetas sanguíneas).

Distúrbios hepatobiliares:

- aumento das enzimas do fígado (AST, ALT, fosfatase alcalina), hepatite colestática ou mista (tipos de inflamações do

fígado) e lesão das células do fígado, algumas vezes se manifestando com icterícia (cor amarelada da pele e olhos).

- casos de falência da função do fígado necessitando de transplante em pacientes tratados com metronidazol em associação

com outras drogas antibióticas.

Distúrbios na pele e tecido subcutâneo: rash (erupções cutâneas), prurido (coceira), rubor (vermelhidão), urticária

(erupção na pele, geralmente de origem alérgica, que causa coceira), erupções pustulosas (pequenas bolhas com conteúdo

amarelado "pus"), síndrome de Stevens-Johnson (forma grave de reação alérgica caracterizada por bolhas em mucosas e em

grandes áreas do corpo), necrólise epidérmica tóxica (quadro grave, caracterizado por erupção generalizada, com bolhas

rasas extensas e áreas de necrose epidérmica, à semelhança de grande queimadura, resultante principalmente de uma reação

tóxica a vários medicamentos).

Distúrbios gerais: febre.

• Reações adversas atribuídas à nistatina

Distúrbios no sistema imunológico: foram relatados raros casos de dermatite (inflamação da pele) alérgica de contato

devido à nistatina.

Reações na pele: foram relatados vários tipos de erupções na pele, pode ocorrer ocasionalmente irritação na pele de grau

moderado a severo, após a administração tópica de nistatina e, foi relatado caso de Síndrome de Stevens- Johnson após o

uso de nistatina pomada.

Sistema geniturinário (órgão genital e urinário): foram relatados raros casos de vaginites como irritação e dor na área

vulvovaginal após o uso intravaginal.

Informe ao seu médico ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.